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02/08/2017

Após recordes, Magazine Luiza considera mudar estratégia no ano

Por Adriana Mattos | De São Paulo

Trajano: “Não tem bala de prata. Crescemos em quase todas as categorias, em todas as regiões e em todos os canais”

O crescimento do Magazine Luiza no segundo trimestre, considerado “impressionante” pelos analistas, deixará a varejista mais confortável para mudar a estratégia comercial na segunda metade do ano, se necessário. A rede, que registra alta de 250% na cotação de suas ações no ano, bateu recordes de lucro e margem de abril a junho, além de ter reduzido o endividamento para o menor patamar desde sua abertura de capital em 2011.

A empresa considera a hipótese de uma queda na expansão da receita no segundo semestre e, caso seja preciso reagir, usará sua “margem de segurança”, segundo o comando da rede, para acelerar vendas. A possibilidade de desaceleração deve-se a uma base de comparação “robusta” de 2016.

“Estamos sendo transparentes em relação a essas expectativas, nossa base de 2016 é forte. [..] A opção que temos é de uma mudança em estratégia comercial e há espaço para isso. Se precisarmos usar um pouco de margem para crescer, podemos fazê-lo, mas não tem nada garantido nesse sentido. A ideia continua a ser defender rentabilidade”, disse ao Valor o presidente da rede, Frederico Trajano. Ontem, a ação subiu 0,95%, para R$ 370,35.

No segundo trimestre, a companhia apresentou aceleração nos ganhos num ritmo acima do esperado pelo mercado. As margens operacionais foram “surpreendentes”, para os analistas do BB Investimentos. Ganhos de eficiência da operação integrada de varejo físico e on-line – a rede é uma das poucas 100% integradas – e ambiente de competição mais “benéfico”, que afeta menos rentabilidade, pesaram no desempenho final, na avaliação da Brasil Plural.

O Magazine Luiza nunca lucrou tanto em um único trimestre – R$ 72,4 milhões, sete vezes mais que há um ano. A venda líquida subiu 25,7%, para R$ 2,7 bilhões, superior à alta das despesas operacionais, de 15,4%. Com isso, o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) cresceu 44,5%. O que mais chamou a atenção do mercado foi a operação on-line: avanço de 55% na receita líquida, em cima de uma alta já expressiva, de 33,6%, em 2016.

Como consequência, a margem Ebtida também acelerou, atingindo a maior taxa da história do grupo, de 8,7% (aumento de 1,1 ponto). A empresa ainda melhorou a rotatividade dos estoques, que caiu de 80 dias para 69 dias. O prazo médio de pagamento à indústria subiu de 86 dias para 91 dias.

Com o mercado em crise, parece difícil entender vendas tão aceleradas. Mas o Magazine Luiza tem ganhado mercado em cima de redes com dificuldades financeiras. Tem conseguido uma fatia maior de um bolo menor.

Em termos financeiros, também houve avanço. A relação entre dívida líquida e Ebitda (ajustado) caiu de 1,5 vez para 0,3 – melhor índice desde o IPO. As despesas financeiras recuaram 12%. Sobrou mais caixa no fim do período: R$ 862 milhões, uma alta de 30%. Em teleconferência, um analista questionou a empresa: “O que vocês vão fazer com tanto dinheiro?”.

A rede suspendeu o plano de oferta de ações de R$ 1 bilhão após a piora da crise política, mas o Valor apurou que, mesmo com melhora de caixa, o projeto não foi abortado. A empresa não comenta o assunto. “Estamos longe de ter excesso de caixa. A relação entre despesas financeiras e receita líquida está em 3,7 vezes, bem distante do que chamamos de ideal. E temos que considerar ainda que estamos acelerando nosso Capex [investimentos]. É uma operação que demanda investimentos”.

A companhia pretende acelerar o ritmo de abertura de lojas, voltando aos patamares históricos anuais de 50 inaugurações.

Ao comentar o crescimento da empresa, com reflexo no seu valor de mercado – a rede fechou o pregão de ontem valendo R$ 8 bilhões -, Trajano diz que os números não podem ser explicados por uma “bala de prata”, ou seja, um tiro certo em determinada estratégia.

“Não tem bala de prata aqui. Crescemos praticamente em todas as categorias, em todas as regiões e em todos os canais no segundo trimestre”, afirma. “Temos que lembrar que viemos de um 2015 mais difícil e de um 2016 que foi sendo construído pela empresa. Então esse modelo que o mercado olha hoje, da empresa digital com lojas físicas, esse modelo de negócios integrados, foi algo que gerou os ganhos de sinergia e de produtividade que temos hoje e que vão gerando novos ganhos”, diz.

“O mercado teve dois anos difíceis no país, então temos essa demanda que está represada. Se entra alguma liquidez [saldo das contas do FGTS] o mercado já reage. Achamos que o segundo semestre vai ser melhor para a economia do que o primeiro”.

Um dos indicadores negativamente afetados no trimestre foi a margem bruta, que encolheu, de 31,8% para 30,9%. A empresa atribuiu a redução à venda online em alta, com rentabilidades menores. Ontem, alguns bancos já informaram que revisarão para cima suas projeções de 2017 para a empresa.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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