Abengoa Bioenergia entra com pedido de recuperação judicial

Por Camila Souza Ramos | De São Paulo A Abengoa Bioenergia Brasil, braço da espanhola Abengoa que possui duas usinas sucroalcooleiras em operação no Estado de São Paulo, entrou com […]

NESTLÉ ELEVA META, MAS FICA NA L’ORÉAL

Por Dow Jones | De Londres Múlti comandada por Mark Schneider sobre pressões de investidor ativista A Nestlé estabeleceu uma nova meta de margem de lucro e anunciou que vai […]

CARF ACEITA OPERAÇÃO QUE REDUZ TRIBUTOS SOBRE VENDA DE AÇÕES

Por Adriana Aguiar | De São Paulo Thais de Barros Meira: decisão é a primeira proferida pela nova composição do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais O Conselho Administrativo de Recursos […]

FISCO TRIBUTARÁ ATIVO AFERIDO A VALOR JUSTO

Por Laura Ignacio | De São Paulo Advogada Vanessa Rahal Canado: solução de consulta pode gerar ações A redução de capital pelo valor contábil não gera à empresa ganho de […]

DIVERGÊNCIA DE JBS E BNDES ESTÁ LONGE DO FIM

Por Graziella Valenti e Francisco Góes | De São Paulo e do Rio Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES: banco parece ter desistido de pedir o cancelamento da reunião […]

VAREJO DE MODA AVANÇA E DÁ SINAIS DE RECUPERAÇÃO

Por Cibelle Bouças | São Paulo Pesquisa do IBGE indica alta de 15,5% nas vendas do setor de varejo têxtil, vestuário e calçados no terceiro trimestre O varejo brasileiro de […]

RBR LANÇA FUNDO E VÊ RETOMADA EM IMÓVEIS

Por Talita Moreira | De São Paulo A RBR Asset, gestora de ativos especializada no setor imobiliário, lançou na sexta-feira seu primeiro fundo negociado em bolsa, vislumbrando uma retomada do […]

PUPIN FAZ NOVO PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Por Kauanna Navarro | De São Paulo Cerca de um ano e meio depois de ter seu pedido de recuperação judicial como “empresário rural” negado pelo Tribunal de Justiça de […]

BANCOS DE FOMENTO DEVEM FINANCIAR BAIXO CARBONO, DIZ ESPECIALISTA FRANCÊS

Por Daniela Chiaretti | De Brasília Rèmy Rioux: “Ideia é ter modelo mais rico, integrando o risco climático e contribuindo para a formulação de políticas públicas” Os bancos de desenvolvimento […]

CCPR QUER RECOMPRAR FATIA DE 50% NA ITAMBÉ

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo A Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda. (CCPR), dona de 50% da Itambé Alimentos, quer recomprar os 50% […]

15/05/2017

B2W começa a mudar modelo de negócio

Por Adriana Mattos | De São Paulo

No varejo físico, a Americanas testa agora o segmento de lojas de conveniência, que, segundo sua avaliação, tem grande potencial de crescimento no país

Lojas Americanas e B2W, as duas varejistas brasileiras controladas pelos sócios Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, informaram mudanças em suas operações na sexta-feira que deixam mais claro qual modelo de varejo global os controladores têm em mente. O foco está em dois aspectos principais: formato digital e mini lojas.

Nesse sentido, o passo mais significativo veio da B2W, dona de sites como Americanas.com e Submarino. A empresa de comércio eletrônico está reduzindo o peso de vendas próprias (de mercadorias que ela mesma compra e estoca) no negócio total, para dar lugar a vendas de terceiros – lojistas que ofertam produtos em suas páginas. A decisão de acelerar esse processo foi tomada no início do ano.

A companhia está encerrando a venda direta de algumas categorias, com liquidações de estoque desde janeiro. Em móveis, isso já tem ocorrido. E o volume de lojistas hospedados nos sites está aumentando: somava 3,5 mil há um ano e atingiu 5 mil em março. Contratos com a indústria, de compra de determinadas mercadorias para abastecer os sites da B2W, devem ser reduzidos ou cancelados, apurou o Valor. A empresa menciona, no relatório de resultados divulgado na semana passada, “alteração no relacionamento comercial com os fornecedores”.

É uma migração de formato, que ocorre num ritmo maior do que o esperado pelos analistas e se aproxima mais do que as concorrentes Mercado Livre e Amazon fazem há anos. Lemann, Sicupira e Telles tem 61% da B2W.

“Decidimos acelerar a mudança do modelo de negócio pelos resultados que já temos obtido”, disse para analistas, na sexta-feira, Fabio Abrate, diretor de relações com investidores da B2W, em teleconferência sobre o balanço do primeiro trimestre. A venda pelo “market place” – como é chamado o sistema de shopping virtual, com lojistas hospedados nos sites do grupo – subiu 122% de janeiro a março.

Por trás desse movimento há a necessidade de a companhia interromper o volume de consumo de caixa do negócio. A B2W já absorveu, pelo menos, R$ 5 bilhões desde 2011, em aportes dos acionistas. A operação de venda on-line no país, além de demandar capital, sofre grande competição e precisa constantemente defender rentabilidade. Ao fim de 2016, a dívida líquida da B2W era de R$ 1,7 bilhão e subiu para R$ 2,1 bilhões em março. A margem bruta aumentou 0,7 ponto percentual, para 24,1%.

“Com a migração, devemos já reduzir significativamente consumo de caixa. Também podemos passar a operar com redução de estruturas e despesas menores [considerando que a operação de venda no site fica menor]”, afirmou Abrate. A ideia é que neste ano, o “marketplace” responda por 30% da receita. Era a metade um ano atrás.

No “market place”, a empresa cobra um percentual sobre a venda dos lojistas hospedados em seus sites (segundo fontes, essa taxa pode chegar a 10%). E ganha ainda com a venda de serviços a esses parceiros, como desconto de recebíveis e entrega dos produtos.

O que a B2W faz agora, o Magazine Luiza sinalizou que ensaia fazer, mas talvez de maneira menos acelerada. A rede controlada pela família Trajano cogita encerrar a venda própria de itens com baixo giro. Frederico Trajano, presidente do Magazine Luiza, disse para analistas, dias atrás, durante divulgação dos resultados trimestrais, que a empresa pretende continuar vendendo categorias em que é mais competitiva. “Podemos sair de SKUs [itens] que não têm muito giro, em que a dinâmica não é boa, mas não será uma mudança tão significativa quanto outros players do mercado”, disse.

Já a Via Varejo, dona dos sites das redes Casas Bahia e Ponto Frio, não pretende, neste momento, migrar de formato, disse ao Valor o presidente da empresa, Peter Estermann. “Pensamos que são operações complementares, não temos projeto de reduzir venda direta”, disse.

A questão central, na visão de analistas, é a capacidade de reduzir as vendas diretas sem que isso afete tanto a receita das grandes cadeias. Outra preocupação é a manutenção da qualidade do serviço prestado ao cliente. O que acontece, por exemplo, se o produto vendido no site da empresa por uma loja pequena ou média não chegar? As empresas falam em aumentar níveis de controle interno para colocar em seus sites apenas “lojas confiáveis”.

Ainda na sexta-feira, o comando da Lojas Americanas – cujos sócios Lemann, Telles e Sicupira tem 41% do capital -, informou a analistas que estuda entrar no segmento de lojas de conveniência. A empresa já havia manifestado, em 2016, interesse no negócio de postos de combustível e lojas de conveniência da BR Distribuidora, que busca um sócio para a operação.
A Americanas tem quatro lojas de conveniência em teste hoje, todas abertas há cerca de cinco meses – uma delas no Rio de Janeiro. A empresa não detalha projeto de expansão ou resultados com as quatro unidades.

Segundo o diretor de relações com investidores da empresa, Murilo Corrêa, o modelo de loja de conveniência não é uma “aventura”. As unidades são pequenas, menores que a Americanas Express (o último novo formato aberto) e vendem itens como sanduíches, salgados, bebidas quentes e frias.

Pode ser uma resposta da empresa ao processo de encolhimento de lojas pelo mundo (que lá fora, já ocorre há anos) e que no Brasil ganhou fôlego com a mudança no comportamento de consumidores (que buscam compras rápidas) e com a redução da oferta de bons terrenos de maior metragem em grandes capitais. Por outro lado, é necessário alto tráfego de clientes para cobrir o elevado custo do metro quadrado dessas lojas.

“Esse mercado apresenta grande potencial de crescimento no Brasil quando comparado com as médias globais. O segmento de conveniência representa 16% do varejo total no país, enquanto no mundo [está] em 22%”, informa a rede em relatório de resultados.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
< Voltar ao início

contato@leonidasherndl.com.br

© 2014 - Todos os direitos reservados - Leonidas Herndl

Goodae