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04/08/2017

Banco ABC amplia resultado com crédito para empresa média

Por Talita Moreira e Álvaro Campos | De São Paulo

O bom desempenho do crédito a empresas com receita de até R$ 800 milhões ajudou o Banco ABC a lucrar mais no segundo trimestre. O segmento ajudou a compensar um comportamento mais fraco das grandes companhias, que representam o maior volume negócios para a instituição. “Essas empresas vêm se portando muito bem”, afirma Sergio Ricardo Borejo, vice-presidente executivo do ABC.

A carteira de crédito do segmento chamado de “corporate”, que reúne companhias com faturamento de R$ 100 milhões a R$ 800 milhões, aumentou 25,3% no período de 12 meses encerrado em junho, para R$ 3,624 bilhões. Em relação a março, houve alta de 6%.

Já o estoque de operações com empresas que têm receita superior a R$ 800 milhões (chamadas de “large corporate”) avançou 6,4% em um ano, para R$ 19,281 bilhões e recuou 1,2% no trimestre.

A carteira de crédito expandida do ABC avançou 9% em relação à metade do ano passado, para R$ 22,905 bilhões. O banco manteve a estimativa de ampliar o portfólio entre 8% e 12% em 2017 como um todo, o que indica que o ritmo de operações deve se manter no segundo semestre.

Apesar de o segmento “corporate” não ser o carro-chefe do ABC, o desempenho mais forte dessas companhias teve um efeito benéfico para o resultado. As operações com essas companhias têm spread mais alto que o aplicado sobre empresas maiores, o que ajudou a melhorar a margem. No segundo trimestre, o ABC obteve margem financeira com clientes de R$ 150,8 milhões, 25,1% superior à cifra obtida no mesmo passado.

Esse efeito compensou o impacto da queda da Selic sobre o patrimônio líquido remunerado pelo CDI. O banco reportou lucro líquido recorrente de R$ 107,1 milhões entre abril e junho, com alta de 2,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Apesar do crescimento, o tom é de cautela nesse segmento. “O custo do crédito continua acima do nosso padrão histórico e dificilmente vai cair muito em relação ao primeiro semestre”, disse Borejo. “A recuperação vai acontecer mais em 2018.”

As despesas com provisões para devedores duvidosos ficaram em R$ 56,6 milhões no segundo trimestre, 4,6% acima do volume reservado entre abril e junho de 2016. A inadimplência subiu de 0,7% em março para 1,4% em junho. No segmento de grandes empresas, foi de 0,4% para 1,2%. Os calotes das companhias de menor porte passaram de 1,3% para 1,8%. No entanto, essa oscilação já era esperada, segundo o executivo.

A área de banco de investimentos – na qual o ABC atua estruturando operações de renda fixa e assessorando fusões e aquisições – voltou a contribuir para o resultado. A receita obtida nesses negócios totalizou R$ 11,4 milhões, alta de 6,7% em um ano. De acordo com Borejo, as perspectivas para essas atividades continuam boas.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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