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15/09/2017

BANCOS DE FOMENTO DEVEM FINANCIAR BAIXO CARBONO, DIZ ESPECIALISTA FRANCÊS

Por Daniela Chiaretti | De Brasília

Rèmy Rioux: “Ideia é ter modelo mais rico, integrando o risco climático e contribuindo para a formulação de políticas públicas”

Os bancos de desenvolvimento são vetor importante para financiar infraestrutura adequada à mudança do clima. Um grupo de 23 grandes bancos nacionais, regionais e internacionais entre os quais o BNDES é o maior financiador público para o desenvolvimento com US$ 630 bilhões ao ano, sendo US$ 90 bilhões para iniciativas positivas ao combate à mudança do clima. O grupo tem o poder de acelerar a transição para a economia de baixo carbono.

Quem defende a tese é o historiador e cientista político Rèmy Rioux, 49 anos, com trajetória pública ligada ao Tribunal de Contas e Tesouro francês e atual diretor-geral da Agência Francesa de Desenvolvimento. A AFD, a mais antiga agência de desenvolvimento do mundo, em 2016 dedicou € 3,6 bilhões à finanças climáticas.

No Brasil, os empréstimos anuais da agência são de € 200 milhões, sendo 70% desta soma voltados a projetos de energias renováveis, transporte público e adaptação à mudança do clima. Em Curitiba, por exemplo, a AFD emprestou para a construção do sistema Bus Rapid Transit (BRT). No Estado de São Paulo o empréstimo concedido em 2013 seria para ampliar a rede ferroviária com a inteligação do centro de São Paulo ao aeroporto de Guarulhos.

“Se quisermos mais financiamento para clima, com investimentos adequados e infraestrutura resiliente para o futuro, é estratégico alavancar e direcionar recursos do mercado financeiro para estas iniciativas”, disse Rioux em entrevista ao Valor. Ele, que foi o negociador francês para finanças durante a CoP 21, a conferência climática da ONU que fechou o Acordo de Paris em 2015, está no Brasil para comemorar os 10 anos da agência no país. Em Brasília teve reuniões nos ministérios da Fazenda e do Planejamento. Hoje fala sobre o papel dos bancos de desenvolvimento na implementação do Acordo de Paris no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Criado há seis anos, o grupo de 23 grandes instituições mundiais de estímulo ao desenvolvimento reúne o BNDES, a AFD, o alemão KfW, a japonesa Jica, o China Development Bank, o Sidbi indiano e o DBSA sul-africano entre outras, e tem entre seus objetivos financiar obras de baixa emissão de carbono. Na última década, a AFD emprestou € 1,8 bilhão (sendo € 300 mil a empresas privadas) em 40 projetos no Brasil, a maioria voltados à agenda do clima.

Um novo projeto nesta linha está sendo desenvolvido em conjunto com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A intenção é desenvolver uma ferramenta que produza modelos macroeconômicos integrando a esfera financeira e a mudança do clima.

Batizado de Gemmes (sigla para Generalized Monetary Multisectoral Macrodynamics for the Ecological Shift), o instrumento quer colocar em perspectiva desafios de países emergentes e em desenvolvimento como emprego e desemprego, desigualdades, transição energética, endividamento público e privado e impacto sobre o crescimento. Um módulo de clima irá ajudar a elaborar cenários de avaliação de impactos. “A ideia é ter um modelo mais rico do que os clássicos, integrando o risco climático e contribuindo para a formulação de políticas públicas”, diz.

O plano do governo francês é transformar a AFD na primeira agência de desenvolvimento totalmente voltada a implementar as decisões do Acordo de Paris.

A agência se insere no “Plano Clima”, lançado em julho por Nicolas Hulot, ministro da Transição Ecológica e Solidária. A intenção é transformar a França em neutra em carbono em 2050, abandonar veículos movidos a combustíveis fósseis até 2040, parar gradualmente a produção de petróleo e gás com a proibição de novas licenças de exploração na França e nos territórios ultramarinos.

Rioux comenta os planos da empresa francesa Total de explorar petróleo na Foz do Amazonas. “As empresas sabem que é preciso transformar o nosso modelo econômico. Este é um processo, que precisa ser acelerado, mas o mundo não irá deixar de consumir petróleo de um dia ao outro”, diz. “É claro, contudo, que é preciso acelerar a transição. Estamos em uma corrida contra o relógio”, reforça.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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