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22/06/2017

Braskem fará investimento nos EUA de R$ 2,2 bilhões

Por Stella Fontes | De São Paulo

Fernando Musa, presidente da Braskem, afirma que novo investimento é relevante, mas absolutamente compatível com a capacidade financeira da empresa

Maior fabricante de resinas termoplásticas das Américas, a Braskem retomou seus planos de expansão e dará mais um passo dentro da estratégia de internacionalização das operações. Com o aval do conselho de administração, a petroquímica da Odebrecht investirá até US$ 675 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões) em uma nova fábrica de polipropileno nos Estados Unidos, onde já é a principal produtora desse tipo de plástico.

Todo o investimento, que será executado ao longo de três anos, será custeado pelo balanço da companhia, numa combinação entre caixa e dívida ainda a ser definida. “É um investimento relevante, mas absolutamente compatível com a capacidade financeira da Braskem”, disse ao Valor o presidente da petroquímica, Fernando Musa. Nos últimos trimestres, a companhia registrou resultados recordes, que devem ser impulsionados neste ano com a plena operação do complexo petroquímico do México, e sua alavancagem financeira estava em nível bastante confortável – 1,57 vez (dívida líquida/Ebitda) em dólar, ou 1,52 vez em reais.

O novo projeto, conforme Musa, não impedirá a Braskem de seguir em busca de outras oportunidades de investimento, no Brasil e no exterior. “Vamos seguir olhando alternativas e monitorando oportunidades”, diz.
A retomada do plano de crescimento, cujo capítulo mais recente foi a inauguração do complexo petroquímico do México, indica que a Operação Lava-Jato – que a obrigou a pagar multa de R$ 3,1 bilhões no acordo de leniência – é página virada dentro da companhia. A possibilidade de implantar uma nova fábrica de PP em território americano estava em estudo desde 2015 e é estratégica por causa da oferta de matéria-prima (propeno) a custo competitivo e do crescimento contínuo da demanda. No ano passado, contudo, além do foco na inauguração do México, a Braskem viu-se envolvida na Lava-Jato.

Com o encerramento desse capítulo em dezembro, após assinar o acordo de leniência com as autoridades, a petroquímica pode voltar a pensar em crescer. “A aprovação do projeto é um marco importante da confiança dos acionistas [os maiores acionistas são Odebrecht e Petrobras] na capacidade de execução da Braskem”, diz Musa.

Companhia passará a ter capacidade da ordem de 2 milhões de toneladas de polipropileno/ano em três estados americanos

Essa será a sexta fábrica da companhia brasileira nos Estados Unidos, que também conta com uma linha de produção de polietileno de ultra-alto peso molecular, com tecnologia UTEC. No país, a Braskem pode produzir quase 1,5 milhão de toneladas por ano de polipropileno, a partir de cinco fábricas instaladas na Pensilvânia, Virgínia Ocidental e Texas. A nova unidade elevará em cerca de 30% a capacidade produtiva e, considerando-se um desgargalamento recente em uma das linhas, a produção nas unidades americanas chegará a mais de 2 milhões de toneladas por ano.

A nova fábrica terá escala global, com produção de 450 mil toneladas por ano de PP, e será construída no complexo industrial de La Porte, no Texas. Nesse complexo, a petroquímica já produz 354 mil toneladas por ano da resina e conta com infraestrutura para recebimento de matéria-prima e utilidades, com malha ferroviária, instalações de tratamento de resíduos, entre outras sinergias. As obras devem ser iniciadas nos próximos meses, com encerramento no primeiro trimestre de 2020.

A produção do primeiro lote comercial de PP deve ocorrer no segundo trimestre daquele ano. A unidade fabril, conforme Musa, atenderá à demanda local e dará alguma flexibilidade à Braskem para também exportar resina dos Estados Unidos para outros mercados. Atualmente, as linhas da companhia trabalham praticamente tomadas e a petroquímica exporta com regularidade volumes de suas unidades brasileiras para conseguir atender seus clientes americanos.

De acordo com o executivo, o fornecimento de matéria-prima está assegurado – hoje a companhia já conta com cinco contratos vigentes, que serão ampliados – e um novo fornecedor será contratado. A chegada da Braskem aos Estados Unidos se deu em fevereiro de 2010, com a compra dos ativos de PP da Sunoco Chemical, à época a 4ª maior produtora da resina no país. Pouco mais de um ano depois, a brasileira fechou a aquisição do negócio de PP da Dow Chemical, contemplando duas unidades fabris nos Estados Unidos e outras duas na Alemanha.

No fim de março, a companhia inaugurou a linha dedicada à produção de polietileno de ultra-alto peso molecular no complexo de La Porte. Com a operação, a petroquímica brasileira se consolidou entre as maiores fornecedoras do mundo desse tipo de polietileno. A produção teve início em janeiro e, além do mercado americano, serão atendidos clientes na Europa e na Ásia.

O polietileno de ultra-alto peso molecular concorre com metais e polímeros de engenharia em aplicações sofisticadas, que exigem elevada resistência associada a baixo peso e baixo coeficiente de atrito, entre outras características.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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