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27/06/2017

Cambuhy e Itaúsa negociam Alpargatas

Por Vanessa Adachi, Cibelle Bouças, Carolina Mandl | De São Paulo

Controlada pela J&F, dona da marca Havaianas vale na bolsa R$ 6,3 bilhões

Duas holdings de investimento ligadas às famílias dos controladores do banco Itaú Unibanco, se uniram para avaliar a compra da Alpargatas, detida pela J&F, da família Batista.

Ontem, a Cambuhy, veículo de investimentos dos Moreira Salles, e a Itaúsa, holding das famílias Setubal e Villela, informaram em comunicados que têm interesse na dona da marca Havaianas, que vale na bolsa cerca de R$ 6,3 bilhões.
A J&F Investimentos, da família Batista, proprietária da JBS, e a Cambuhy Investimentos assinaram um acordo de confidencialidade para uma possível aquisição do controle da Alpargatas. A J&F detém 54,24% das ações da calçadista. A notícia foi antecipada na manhã de ontem pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor, e confirmada em fato relevante pela Alpargatas.

Trata-se se acordo de confidencialidade, nos mesmos moldes daquele fechado entre a Eldorado Celulose e a chilena Arauco. “A J&F comunicou que manterá a Alpargatas informada sobre o andamento das negociações, bem como sobre a celebração de quaisquer contratos vinculantes neste sentido”, informou a Alpargatas na nota.

O Valor apurou que a Cambuhy, que conta com recursos da família Moreira Salles, avalia a aquisição em parceria com a Gávea Investimentos, de Arminio Fraga. Questionada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Alpargatas informou em comunicado que não possui informação sobre parcerias da Cambuhy. A J&F também não quis comentar o assunto.

À noite, a Itaúsa informou em comunicado que tem interesse em adquirir 50% da fatia da J&F na Alpargatas para fazer a gestão compartilhada da empresa com a Cambuhy. A Itaúsa observou ainda que não assinou nenhum contrato referente à transação.

Uma fonte a par da negociação disse que, pelo acordo firmado, a Cambuhy terá exclusividade na negociação com a J&F Investimentos. E a decisão final da Cambuhy pode ser anunciada em menos de 30 dias. “A J&F tem pressa em fechar a venda da Alpargatas”, disse.

Ainda de acordo com a fonte, é mais provável que a J&F Investimentos venda a sua participação na Alpargatas sem se desfazer da dívida contraída com a Caixa Econômica Federal. “Transferir a dívida não reduziria muito o endividamento da J&F, e ela continuaria precisando de dinheiro. Seria mais útil ficar com o dinheiro e renegociar esse financiamento depois.”

A J&F comprou o controle da Alpargatas, que pertencia à Camargo Corrêa, em 2015, por R$ 2,61 bilhões, numa negociação que avaliou a companhia em R$ 6,04 bilhões. A compra foi 100% financiada pela Caixa, com uma linha de crédito aberta à J&F, com prazo de sete anos para pagar e dois de carência. A J&F alienou ações da Alpargatas como garantia para o financiamento. Para vender sua participação sem se desfazer da dívida, teria que oferecer outro ativo como garantia e ter esse ativo aprovado pela Caixa.

Enquanto as negociações entre J&F e as duas holdings não são declaradas exclusivas, fundos de private equity têm avaliado à distância o investimento. Entre eles estão CVC, Carlyle, Advent e Vinci. Dado o tamanho bilionário do negócio, alguns deles podem se unir para compor um consórcio.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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