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03/07/2017

Capital de giro a pequenas empresas esboça reação

BNDES

Por Silvia Rosa e Talita Moreira | De São Paulo

Ricardo Ramos, diretor do BNDES: “Há sinais de melhora na demanda, mas muito concentrada em capital de giro”
Embora permaneça em território negativo, o crédito destinado a micro, pequenas e médias empresas começa a esboçar alguma reação. Instituições comerciais e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já veem uma pequena melhora na demanda, principalmente nas linhas de capital de giro.

“Estou vendo alguma luz no fim do túnel. Espero que não sejam mais motos vindo na direção contrária”, diz Ricardo Gelbaum, diretor de relações com investidores do banco Daycoval, que atende principalmente empresas desse porte. Segundo ele, as concessões mostram leve aumento em relação ao ano passado, e o banco está “marginalmente” mais disposto a emprestar. “Tenho a impressão de que o segundo semestre vai ser melhor.”

No Banco do Brasil (BB), a média diária de desembolsos para capital de giro cresceu de R$ 150 milhões em janeiro para R$ 185 milhões em maio, afirma Edmar Casalatina, diretor de micro e pequenas empresas da instituição. “As empresas estão tomando financiamentos de prazos menores e estão muito focadas na antecipação de recebíveis”, diz.
Linhas voltadas a investimentos continuam com demanda fraca, afirma o executivo do BB, uma vez que ainda há muita capacidade ociosa nas empresas.

No BNDES, os desembolsos para as micro, pequenas e médias empresas caíram 8% no acumulado de janeiro a maio em relação ao mesmo período do ano passado, somando R$ 10,546 bilhões. O recuo foi liderado pelas linhas voltadas para aquisição de bens de capital – caso do Finame, que recuou 6%, para R$ 6,9 bilhões, dos quais 65% foram para companhias dessa faixa.

No entanto, a principal linha do BNDES para capital de giro (Progeren) teve desembolsos de R$ 2,7 bilhões até maio, 365% acima do observado no mesmo período do ano passado. Desse montante, R$ 1,5 bilhão foi para micro, pequenas e médias empresas, com alta de 10,8%.

“Há sinais de melhora na demanda, ainda muito concentrada em capital de giro e uma parcela pequena em máquinas”, observa Ricardo Ramos, diretor de operações indiretas e da área de comércio exterior e fundos garantidores do BNDES.

No caso do repasse da linha Progeren, o BB afirma que o banco desembolsou R$ 750 milhões até maio, aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2016. Já o repasse na linha Proger Urbano, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e voltada para o financiamento de reforma de instalações ou compra de máquinas, equipamentos e veículos, caiu 6,34% no primeiro trimestre.

A Caixa teve aumento dos desembolsos em sua linha própria de capital de giro para micro, pequenas e médias – e também no Progeren. As concessões cresceram 30% e 13,09% neste ano, respectivamente. O banco também liberou R$ 10 bilhões, até maio, de uma linha lançada pelo governo em outubro passado com o objetivo de ampliar o financiamento a empresas de menor porte. No total, a linha soma R$ 30 bilhões e é direcionada a microempreendedores individuais com faturamento de até R$ 3,6 milhões.

O Santander também registrou incremento nos repasses de BNDES neste ano, principalmente Progeren. “Temos ampliado nossos negócios por meio de repasses do BNDES, baseados principalmente no fortalecimento das equipes e numa mesa centralizada de especialistas que apoia nossa rede de agências”, diz Marcelo Aleixo, superintendente-executivo de negócios e empresas do Santander.

O banco, porém, ainda não notou crescimento da demanda das pequenas e médias empresas por crédito, observa Aleixo. A carteira do Santander nesse segmento totalizava R$ 32,511 bilhões em março, apontando uma redução de 4,6% em 12 meses.

De forma geral, a melhora no crédito ao segmento no país é discreta, muito concentrada e ainda pouco visível nos números.

Indicador da Serasa Experian aponta crescimento de 12,9% na demanda das micro e pequenas companhias por crédito em maio na comparação com abril. No caso das médias empresas, a alta foi de 2,5%. Porém, em relação a maio do ano passado, houve queda de 1,2% e 9%, respectivamente.

“Não vejo melhora no crédito a pessoa jurídica. A não ser que os bancos estejam conseguindo enxergar isso daqui para frente”, afirma o economista-chefe da Serasa Experian, Luiz Rabi. Segundo ele, a inadimplência ainda é alta e os bancos estão muito criteriosos na análise de risco.

Segundo o Banco Central, a inadimplência de pessoa jurídica marcou 4% em maio. Nas operações com recursos livres, os calotes subiram de 5,6% em abril para 6% no mês seguinte. O órgão regulador não divulga dados com base no porte das empresas. Porém, nos balanços do primeiro trimestre alguns bancos ainda apresentavam piora na inadimplência de curto prazo (atrasos de até 90 dias) de pequenas e médias companhias, o que sugere que persistiam dificuldades para esse segmento.

“O pior já passou”, afirma Gelbaum, do Daycoval. Segundo ele, a inadimplência no banco vem há alguns meses sem piorar.

A delação dos controladores da JBS, que veio à tona em meados de maio e colocou o governo de Michel Temer na berlinda, teve um impacto momentâneo no crédito. “Deu uma arrefecida, agora vejo um sopro de operações”, diz Gelbaum. Para ele, o episódio mostrou que o mercado tem conseguido se dissociar do risco político, mas é preciso que haja um ciclo mais sustentável de confiança na economia – com inflação sob controle e avanço nas reformas – para que o crédito volte de fato a deslanchar.

Enquanto isso não acontece e os bancos continuam muito restritivos no crédito, as companhias têm buscado canais alternativos para se financiar.

Pesquisa da Serasa Experian mostra que a participação de pequenas e médias empresas no crédito a pessoa jurídica somado de BB, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander caiu de 43,7%, no fim de 2011 para 29,8% do saldo no primeiro trimestre deste ano.

Apesar do cenário complexo, há quem tenha planos para ganhar mercado no segmento. É o caso do próprio Santander. O banco pretende ampliar a participação nesse mercado e tem o objetivo de dobrar o número de clientes, que somava 850 mil pequenas e médias empresas em março.

O Banco Inter (ex-Intermedium) passou a oferecer neste mês uma conta corrente gratuita para empresas, que inclui até quatro cartões corporativos múltiplos. A instituição tem 800 clientes pessoa jurídica. “Nossa meta é atingir 1 milhão de clientes digitais em 2018, e desse total esperamos que 200 mil sejam contas de pessoas jurídicas”, diz João Menin, presidente do banco. O Inter já oferece empréstimo com garantia em imóveis e desconto de recebíveis e pretende operar com antecipação de recebíveis de cartões no segundo semestre.

Uma retomada mais consistente do financiamento às empresas de menor porte só vai acontecer, no entanto, quando a cadeia do crédito como um todo começar a girar, e isso só deve ocorrer mais para o fim do ano, afirma Rabi, da Serasa. “Estamos começando a sair de uma crise que não foi pequena. Consertar tudo leva tempo”, diz.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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