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25/05/2017

Carrefour deve usar IPO para dívidas e capital de giro

Por Adriana Mattos | De São Paulo

A rede Atacadão, responsável por 64% das vendas e 58% do Ebitda do grupo, é o principal ativo da oferta em andamento

Os recursos da oferta pública inicial de ações (IPO, da sigla em inglês) do Carrefour no país, relativos à colocação primária, devem ser usados para pagar empréstimos entre as empresas do grupo, liquidar posições de swap detidas pela companhia e para reforço de capital de giro, informou o grupo em minuta do prospecto preliminar da oferta publicado ontem.

A informação chamou atenção do mercado. Havia uma expectativa de que os recursos fossem aplicados basicamente em investimentos. Em março, a empresa tinha saldo de empréstimos com o Carrefour Finance e com o Banco Société Générale de R$ 3,6 bilhões. Segundo o grupo, a liquidação de posições de swaps tem como objetivo mitigar a exposição cambial relacionada aos mútuos “intercompany” (dívidas em favor do Carrefour Finance). Essa dívida foi “utilizada principalmente para necessidades de capital de giro e propósitos gerais” do grupo, informa o material.

A expectativa é que a oferta possa ocorrer no início do terceiro trimestre, segundo uma fonte próxima à operação. Se confirmada a movimentação esperada – na faixa de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões, apurou o Valor – será o quarto maior IPO da história do país desde 2004 (considerando a expectativa de cerca de R$ 8 bilhões). As ações da empresa na bolsa francesa fecharam ontem em alta de 1,66%, a 23,25. A operação brasileira é avaliada entre R$ 32 bilhões e R$ 40 bilhões, a depender do analista.

Ontem, a empresa encaminhou a minuta do prospecto preliminar da oferta de ações à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como antecipado na noite de terça-feira pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor. Os papéis devem ser listados no Novo Mercado, segmento máximo de governança corporativa da B3.

O Banco Itaú BBA é o coordenador líder da oferta, que conta ainda com Bank of America Merrill Lynch, Goldman Sachs, JPMorgan, Bradesco BBI e Santander. Lotes suplementares e adicionais podem exceder em até 15% e 20%, respectivamente, a oferta inicial.

A operação envolve todos os negócios do grupo no país e inclui ofertas primária – em que os recursos para o caixa da empresa – e secundária (venda de ações de posse dos sócios).

A companhia ainda informa no prospecto que considera “oportunidades específicas para adquirir players locais ou regionais que podem ajudar a reforçar ainda mais a presença em determinadas regiões, formatos e/ou modelos no Brasil”. O grupo relata também, pela primeira vez, que deve começar a vender alimentos pela internet a partir do segundo semestre deste ano.

Dados sobre volume de papéis a serem vendidos, posição que cada acionista deve se desfazer e preço da ação ainda não são sabidos – devem ser conhecidos nas próximas fase da oferta.

A operação deve ficar pronta para que, com o surgimento de uma janela no mercado, possa ser concluída rapidamente, diz uma fonte. Caso a oferta avance, já se considera a hipótese de que a piora das condições políticas no país leve a algum desconto sobre o preço do papel. A empresa optou por dar continuidade à operação considerando sua boa situação operacional, assim como sinais de que há demanda de investidores.

O controlador Carrefour tem 88% da filial brasileira. Os outros 12% pertencem ao fundo da Península Participações, com Abilio Diniz como maior investidor (ele detém 8%) e o fundo soberano de Cingapura com 4%, diz uma fonte. Ao se desfazer de uma parcela dos papéis, Abilio recupera parte dos desembolsos feitos e volta a capitalizar sua empresa de investimentos.

O Atacadão é o maior negócio do Carrefour no Brasil – respondeu por 64% das vendas da companhia no primeiro trimestre deste ano. Ao fim de 2016, respondia por 60%. O negócio vendeu, de janeiro a março, R$ 7,2 bilhões, alta de 11%. O Ebitda do Atacadão foi de R$ 410 milhões, expansão de 12% sobre janeiro a março de 2016.

No primeiro trimestre do ano, o Carrefour apurou lucro líquido de R$ 199 milhões versus R$ 182 milhões no ano anterior. O Ebitda atingiu R$ 729 milhões no intervalo, alta de 10% sobre 2016. A receita líquida foi de R$ 11,2 bilhões de janeiro a março. A margem Ebitda (ajustada) ficou estável em 6,5% nos dois períodos.

A dívida financeira líquida total da empresa atingia R$ 3,8 bilhões em março, versus R$ 838 milhões em dezembro. O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, da sigla em inglês) foi de R$ 712 milhões em março de 2017 (R$ 663 milhões um ano antes).

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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