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13/07/2017

Cocelpa e Arpeco pedem recuperação judicial e reestruturam os negócios

Por Stella Fontes | De São Paulo

Luis Alberto de Paiva, presidente da Corporate Consulting: Há necessidade de investimentos em melhoria operacional
O aumento dos custos de produção de papéis para embalagem, a crise econômica e um plano de venda que não teve sucesso levaram as paranaenses Cia. de Celulose e Papel do Paraná (Cocelpa) e Arpeco Artefatos de Papéis à recuperação judicial. O pedido foi deferido pela Justiça em 13 de junho e as empresas, que são tradicionais fornecedoras no Estado, tinham 60 dias contados a partir daquela data para apresentar o plano de recuperação, que poderá envolver a venda de ativos para o pagamento de dívidas de R$ 58 milhões.

Com unidades em Curitiba e Araucária, as empresas têm capacidade de produção de 72 mil toneladas de papel por ano, com conversão de 30 mil toneladas de sacaria, fornecida principalmente para a indústria cimenteira. Em 2015, o faturamento somado chegou a R$ 70 milhões. Com a crise, porém, as receitas foram reduzidas e as empresas passaram a ter problemas de capital de giro.

Antes do pedido, a Cocelpa e a Arpeco já haviam contratado a Corporate Consulting – que acabou fazendo a recuperação judicial – para reestruturar o negócio. De acordo com Adilson Errero, diretor de Projetos da consultoria, os trabalhos tiveram início em 2 de maio e a reestruturação deve levar cerca de dois anos. “Tudo vai depender da velocidade de retomada do mercado”, ponderou, acrescentando que o mercado de embalagens costuma ser o primeiro a sentir os efeitos da crise, mas também se recupera aos primeiros sinais de melhora macroeconômica.

O mercado de sacos industriais foi duramente atingido pela crise e pela forte retração nas vendas internas de cimento. Para este ano, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic) projeta queda em torno de 7% nas expedições, depois da baixa de quase 12% em 2016.

Da dívida total coberta pela recuperação judicial, mais de 93%, ou R$ 54,8 milhões, foi contraída pela Cocelpa, de controle familiar. A situação da empresa se agravou após um frustrado plano de venda, traçado há alguns anos, que a levou a não investir em reflorestamento, ao mesmo tempo em que a produção florestal foi acelerada com vistas a fortalecer seu faturamento.

Sem a concretização do negócio e sem madeira própria, a Cocelpa teve de ir a mercado comprar matéria-prima para manter a produção de celulose e papel, sujeitando-se aos preços praticados pelos fornecedores. Essa prática fragilizou sua situação financeira e a empresa chegou a enfrentar problemas de abastecimento de madeira por falta de pagamento.

A Arteco, por sua vez, entrou na recuperação judicial da Cocelpa porque sua unidade fabril foi construída em um terreno que pertence à empresa e foi dado em garantia à Copel em renegociação da dívida da Cocelpa junto à distribuidora de energia do Paraná.

De acordo com o presidente da Corporate Consulting, Luis Alberto de Paiva, há necessidade de investimentos em melhoria operacional e os recursos necessários para expansão da produção serão negociados junto a instituições financeiras. O fechamento de uma das operações não está contemplado na reestruturação, mas existe a possibilidade de venda de ativos, disse Errero.

Agora, os esforços estão concentrados na reestruturação das equipes das empresas, com fortalecimento da área comercial. O objetivo é recuperar margens nas vendas e voltar a plantar florestas, reduzindo o custo de produção.
Neste momento, todos os contratos de fornecimento começam a ser renegociados, contou Errero. Antes da recuperação judicial, entre 45 e 50 funcionários foram demitidos. Hoje, as duas empresas empregam cerca de 290 trabalhadores.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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