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10/05/2017

Com capital apertado, Pan vai desacelerar concessões

Por Silvia Rosa | De São Paulo

José Luiz Acar, presidente do Pan: vamos manter a carteira de crédito estável

Depois de apresentar um crescimento de 15% da carteira de crédito no primeiro trimestre frente ao mesmo período do ano passado, em um momento de retração dos empréstimos no sistema financeiro, o Banco Pan vai reduzir o ritmo de expansão das concessões para adequar as operações ao capital mais apertado da instituição.

“Ao longo do tempo a gente veio crescendo a originação, mas vamos reduzir as concessões e buscar a manutenção da carteira de crédito”, afirma José Luiz Acar Pedro, presidente do Banco Pan.

O Banco Pan, que tem como sócios a Caixa Econômico Federal e o BTG Pactual, encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 3,669 milhões, um forte aumento frente ao resultado positivo de R$ 196,8 mil no quarto trimestre de 2016 e ao prejuízo líquido de R$ 96,102 milhões registrado no mesmo período de 2016.

A recuperação é reflexo da melhora da margem financeira, com o encerramento de algumas operações, e da expansão da carteira de crédito, que somou R$ 20,136 bilhões, apresentando crescimento de 5% em relação ao quarto trimestre e 15% frente ao mesmo período do ano passado.

Com o nível de capital próximo do exigido pelo Banco Central, o banco decidiu desacelerar o ritmo de concessões e prevê encerrar o ano com uma carteira de crédito estável, afirma Acar.

O índice de Basileia do banco caiu de 13,2% para 11,3%, enquanto o capital principal caiu de 9,4% para 8,1%. Questionado sobre a possibilidade dos acionistas fazerem um novo aporte de capital no banco, Acar afirma que não há nada definido. “Não tem nenhuma definição sobre se vamos fazer algum movimento. Isso vai depender do tamanho que a carteira de crédito vai ficar”, afirma.

Desde a entrada do BTG Pactual como acionista do banco, o Pan recebeu dois aportes de capital dos dois acionistas majoritários, que somaram R$ 3,1 bilhões.

O banco conta com um acordo, desde 2011, com a Caixa para a compra de carteiras do banco sem coobrigação, o que ajuda a instituição a manter a liquidez.

Durante o primeiro trimestre, foi realizada a cessão de R$ 2,588 bilhões em créditos sem coobrigação, que superaram o volume de originação média mensal, que somou R$ 1,894 bilhão, valor 4% superior à média mensal de R$ 1,825 bilhão do quarto trimestre.

O crescimento dos empréstimos foi concentrado no crédito consignado, que registrou avanço de 25% no trimestre e representa 42% da carteira de crédito. Isso se refletiu em uma mudança no mix de créditos repassados pela Caixa.
Além da cessão de carteira, o Pan ainda tem um acordo para reforço de liquidez através de depósitos interbancários ou operações similares realizadas com ambos os acionistas controladores.

O banco decidiu reformular algumas operações e encerrou as linhas de financiamento de veículos pesados, concessões via concessionárias, e de refinanciamento de imóveis. “Decidimos encerrar essas linhas porque tinham um volume muito baixo”, diz Acar.

A taxa de inadimplência acima de 90 dias do banco subiu de 7,2% para 7,5% no trimestre, concentrada principalmente na pessoa jurídica, e afetada principalmente pelas operações de financiamento a incorporadoras. “Trabalhamos com garantias e acho que vamos ter uma manutenção nos níveis de provisionamento”, diz Acar.

Buscando melhorar o canal de captação de recursos com os clientes, o banco lançou um aplicativo para celular, o Pan Investimentos, que permite a aplicação em produtos do banco como Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e Certificados de Depósito Bancário (CDB) por meio da abertura de uma conta digital. Até o fim de junho, o aplicativo permitirá também receber solicitações de investimentos, resgates, TEDs de mesma titularidade e extratos.

No mês passado, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Conclave para apurar fraudes que teriam envolvido a aquisição de ações do Banco Pan (antigo Panamericano) pela Caixapar, empresa de investimentos da Caixa.

A Caixa pagou R$ 740 milhões ao Grupo Silvio Santos por uma participação de 35% no capital do Panamericano. A operação foi anunciada em dezembro de 2009 e aprovada pelo Banco Central em julho do ano seguinte, antes da entrada do BTG Pactual no banco em janeiro de 2011. “Tivemos a visita da Polícia Federal no banco, que chegou a nos solicitar alguns documentos, mas isso
não interfere em nada nas operações do banco, até porque não envolve a atual administração”, diz Acar.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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