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12/05/2017

Corte de custos e de despesas ajudam Petrobras a lucrar R$ 4,45 bi no 1º tri

Por Rodrigo Polito, André Ramalho, Camila Maia, Fernando Torres, Nelson Niero e Thaís Carrança | Do Rio e de São Paulo

Estatal teve maior Ebitda historicamente registrado em um trimestre, segundo Pedro Parente, presidente da companhia

A Petrobras divulgou ontem o seu primeiro balanço “limpo” dos últimos anos – sem efeitos não recorrentes relevantes – e o resultado líquido, um lucro de R$ 4,45 bilhões de janeiro a março, veio acima das estimativas dos analistas. Um ano antes, a estatal teve prejuízo de R$ 1,24 bilhão.

A despeito de uma leve queda de receita, por conta de vendas de menores de combustíveis no mercado interno, a empresa registrou as margens bruta e operacional mais altas da década, em 35% e 21%, respectivamente.
A explicação para o desempenho está na política de preços de combustíveis, que a despeito da flutuação ainda sustenta um prêmio sobre os preços internacionais, e por um expressivo corte de gastos que vem sendo implementado como parte do Plano de Negócios e Gestão 2017-2021.

As despesas de vendas, gerais e administrativas somaram R$ 4,69 bilhões de janeiro a março, uma queda de 21% ante o desembolso do quarto trimestre de 2016 e de 27% na comparação anual.

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi outro destaque positivo do resultado, ao avançar 25%, para R$ 25,2 bilhões. Segundo Pedro Parente, presidente da companhia, esse foi o maior Ebitda historicamente registrado pela estatal em um trimestre.

“Sem dúvida nenhuma foi um bom trimestre para a companhia”, disse Parente, durante entrevista coletiva concedida ontem, depois da divulgação do resultado. Ele destacou, como marcas positivas do trimestre, o aumento das exportações líquidas. A retração das vendas de derivados no mercado nacional foi, por sua vez, o destaque operacional negativo.

A receita da estatal no primeiro trimestre somou R$ 68,3 bilhões, baixa de 3% na comparação anual. Um dos motivos foi a menor demanda por gasolina e diesel no país. As menores receitas com energia elétrica também pressionaram a receita, em decorrência dos menores despachos das termelétricas. A venda das operações no Chile e na Argentina também pressionaram a receita na comparação anual.

A receita do segmento de distribuição de combustíveis caiu 17,1% no trimestre, para R$ 20,9 bilhões. No Brasil, a queda foi de 10% (para R$ 19,8 bilhões), sendo que no exterior a baixa chegou a 66% (para R$ 1,07 bilhão). A participação de mercado da companhia no segmento de distribuição de combustíveis no Brasil teve nova queda, para 29,8%. No primeiro trimestre de 2016, era de 32,4%.

“Estamos reduzindo gastos, conforme dissemos no nosso plano estratégico”, afirmou Parente. Ele destacou também a queda de 34% nos investimentos no trimestre, para R$ 9,8 bilhões em termos de desembolso de caixa (R$ 11,54 bilhões por competência).

Considerando o câmbio médio de R$ 3,15 do primeiro trimestre, a Petrobras caminha para um investimento de US$ 15 bilhões neste ano, abaixo da meta de investir cerca de US$ 20 bilhões este ano. Ainda assim, Parente assegurou que a estatal não pretende alterar a meta de produção de petróleo de 2017, de 2,07 milhões de barris por dia no Brasil.
De acordo com Solange Guedes, diretora de exploração e produção da Petrobras, a companhia está olhando com “bastante atenção” para a 14ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e para os outros dois leilões previstos para este ano – os dois do pré-sal. Ela acrescentou ainda que a companhia “tem intenção de recompor seu portfólio exploratório.”

Enquanto isso, a Petrobras segue com seu plano de vendas de cerca de US$ 20 bilhões em ativos neste ano. De acordo com Ivan Monteiro, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, a intenção é divulgar o mais rapidamente possível o conjunto de projetos que serão oferecidos ao mercado.

Segundo Monteiro, o processo será específico para cada ativo, cujo modelo de venda precisará ser aprovado pela diretoria para em seguida ser divulgado um “teaser” ao mercado, com publicação de fato relevante.
As vendas de ativos são importantes para que a Petrobras alcance os objetivos de redução mais consistente de sua dívida.

Ao fim de março, o endividamento líquido da companhia chegou a R$ 301 bilhões, queda de 4% em relação ao fim de dezembro e de 18% em um ano. Com isso, a alavancagem medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda chegou a 3,24 vezes, ante 3,54 vezes em dezembro e de 4,9 vezes em março de 2016.

Boa parte da melhora, contudo, se deve à valorização do real. Em dólares, a dívida líquida teve queda de 1% no trimestre, para US$ 94,99 bilhões e ainda está entre maiores do mundo na área não financeira. Por isso a ênfase da gestão na venda de ativos.

Segundo Parente, é possível chegar a uma alavancagem inferior a 2,5 vezes – meta da companhia – antes do fim de 2018, como foi anunciado no plano de negócios. Se isso acontecer, de acordo com ele, o objetivo é continuar buscando redução do nível de endividamento. “Não quer dizer que vamos parar por aí”, disse o presidente da estatal.

Considerando a entrada dos recursos da venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para a Brookfield, concluída em 4 de abril, a trajetória de queda do nível de endividamento está melhor que a prevista no plano de negócios, explicou Parente.

Em fato relevante divulgado ontem, a Petrobras informou que a conclusão da venda da NTS vai gerar um efeito positivo antes de tributos de R$ 6,7 bilhões no balanço do segundo trimestre.

Se os resultados continuarem positivos nos próximos trimestres e a estatal fechar 2017 no azul, a companhia voltará a pagar dividendos aos acionistas. “Aumenta as chances, mas não posso prometer e fazer projeções. O nosso desejo é pagar dividendos o mais cedo possível”, disse Parente.

É importante notar que, a despeito do efeito cambial e do programa de venda de ativos, a nova gestão da Petrobras vem atacando em duas frentes a situação que gerou o alto endividamento da companhia no passado, que era investir, por anos a fio, um volume de recursos muito acima da capacidade de geração de caixa (ver gráfico acima).

Desde 2014, o ritmo de investimentos da empresa caiu pela metade, para cerca R$ 50 bilhões em 12 meses, enquanto o Ebitda demorou um pouco a reagir, mas mudou de patamar recentemente, saindo da casa de R$ 75 bilhões para mais de R$ 90 bilhões.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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