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03/08/2017

Credores aprovam plano de recuperação do Bom Jesus

Por Kauanna Navarro | De São Paulo

Mais de um ano depois do pedido de recuperação judicial do Grupo Bom Jesus, um dos maiores do setor de agronegócios de Mato Grosso, seus credores aprovaram ontem um plano de salvação. Após ajustes, o desconto negociado para a dívida foi de até 30%, a depender do tipo de credor. O grupo tem passivo de cerca de R$ 2,6 bilhões, a maior parte em dólar (US$ 400 milhões). O valor patrimonial (equity value) do grupo está avaliado em R$ 2,4 bilhões.

O processo de recuperação do grupo corre na 4ª Vara Cível da Comarca Rondonópolis (MT), onde fica a sede da empresa. O plano, elaborado pela Pantalica Partners, prevê pagamento das dívidas trabalhistas no limite de até 150 salários-mínimos em 180 dias, contados a partir de sua homologação. O valor será corrigido pela taxa referencial (TR) desde a data do pedido. Em agosto, essa taxa está em 0,0509% ao mês.

O plano abre espaço para alongamento do prazo de pagamento para além do limite inicial mediante acordos paralelos na Justiça. As dívidas de categoria trabalhista somam cerca de R$ 500 mil.

Segundo o plano aprovado, os credores com garantia real, com os quais a empresa tem dívidas R$ 528 milhões, terão duas opções para receber. Na opção A, o plano prevê carência de principal e juros de dois anos após a homologação. Nessa opção, o desconto da dívida é de 15% e será contabilizado na medida e proporção que vencerem as parcelas. O pagamento será dividido em 10 parcelas anuais, com vencimento no mês de outubro de cada ano.

O valor, após o deságio, será corrigido pela Libor para créditos em moeda estrangeira e por TR e juros de 3% ao ano para dívida em moeda nacional.

Na opção B, os credores receberão por meio de debêntures proporcionais aos créditos com garantia real ou ativos, e o deságio é de 20%. Estão elegíveis a essa opção credores com créditos de origem bancária. Também poderão receber por essa modalidade credores quirografários e extraconcursais. A emissão desses títulos poderá alcançar o máximo de R$ 851 milhões. O que exceder esse montante será considerado automaticamente quitado e renunciado pelos respectivos debenturistas.

O grupo terá até seis anos para buscar um sócio estratégico para capitalizar a empresa e remunerar as debêntures. Os papéis vencerão sete anos após a homologação do plano.

Para os credores quirografários (sem garantia), com o corresponde a R$ 1,1 bilhão da dívida, também há duas opções de pagamento semelhantes às dos com garantia. O deságio na opção A é maior, de 30%. Na opção B, o que muda é o número de parcelas anuais: 13. A remuneração para esses credores se limita à Libor, para moeda estrangeira, e taxa referencial, para moeda nacional.

As micro-empresas e empresas de pequeno porte não terão carência no pagamento e receberão em três parcelas anuais. O valor será corrigido pela TR e por juros de 1% ao ano.

Com relação aos credores extraconcursais que aderiram ao plano, há duas opções de pagamento. Na primeira, há carência de dois anos e pagamento em cinco parcelas anuais, com juros de 3% ao ano mais Libor para crédito em moeda estrangeira, e mais TR, para moeda nacional. Na opção B, o credor recebe debêntures. As dívidas com extraconcursais está ao redor de R$ 700 milhões.

O plano não foi aprovado por 30,9% dos credores com garantia real e foi rejeitado por 35,4% dos sem garantia. Dos bancos, que detêm 60% das dívidas com garantia real, o plano foi rejeitado pelo Rabobank, Banco do Brasil, Itaú BBA e Votorantim.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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