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25/04/2017

Crise abre espaço para Tecfil crescer e liderar reposição

Por Marli Olmos | De São Paulo

Abílio Gurgel, sócio da Tecfil, que eliminou a figura do presidente: decisões são tomadas pelos diretores de áreas
Abílio Castro Gurgel é apaixonado por cartografia e a empresa da qual ele é sócio, a Tecfil, é líder do mercado de reposição de filtros para veículos. Aparentemente, uma coisa não tem a ver com a outra. Mas no fundo, têm uma forte ligação. Uma das fórmulas do sucesso dessa empresa de autopeças que continua sob comando de uma família, é não ter a figura do presidente. Cada diretor tem poder na sua área de atuação, o que agiliza na tomada de decisões. Dessa forma, aos sócios, Abílio e seu irmão, Arthur, sobra mais tempo para definir estratégias, expandir conhecimento e também, por que não, praticar seus hobbies prediletos.

Isso não significa que a vida de ambos tenha sido fácil. Abílio e Arthur fazem parte da terceira geração da família que fundou a Tecfil, em 1953. Mas foi em tempos de crise na economia brasileira – anos 80 e 90 e agora – que a empresa mais cresceu. Nos últimos três anos, quando todo o mercado automotivo sofria com uma profunda queda de demanda, a empresa deu mais um salto, ao aumentar volumes de produção e inaugurar a segunda fábrica.

O segredo foi saber tirar proveito dos momentos de crise. De um lado, a empresa ocupou espaços deixados por concorrentes que não conseguiram sobreviver. Por outro, vendeu mais porque, durante a recessão, muitos consumidores que adiaram a compra de um carro novo tiveram que caprichar mais na manutenção do que ficou na garagem. Os filtros – seja de óleo ou de ar – estão entre os componentes do veículo que precisam ser trocados com mais frequência. E estão também entre os mais baratos.

Com a morte do pai, em 1984, os irmãos Abílio e Arthur assumiram o comando da empresa que havia sido fundada pelo avô. Eram tempos de crise e a empresa estava endividada. A dupla promoveu uma revitalização: vendeu a sede, em São Paulo, transferiu as operações para Guarulhos (SP), quitou dívidas e elaborou um plano de enxugamento de custos. Da produção de filtros especiais para indústria e setores ferroviário e agrícola, focos das duas primeiras gerações, a terceira passou a se dedicar à produção de filtros para veículos.

Foi aí que os irmãos Gurgel perceberam que a empresa não precisava ter um presidente ou diretor-geral. O comando foi dividido em quatro diretorias – industrial, comercial, administrativa e financeira. Cada um tem sua área e as principais decisões são tomadas em grupo, nas reuniões mensais das quais os sócios também participam. “À medida que a empresa cresceu criamos as diretorias; até então nós dois fazíamos os quatro papéis”, afirma Abílio, hoje com 60 anos, três menos que o irmão.

A Tecfil tinha 15 funcionários quando os dois irmãos assumiram o comando. Passou a 800 nos anos 90 e hoje a empresa emprega 1.350 pessoas. No ano passado, o volume de produção cresceu 20%, com média de 6 milhões de filtros por mês. Com fatia de 35%, segundo Abílio Gurgel, a Tecfil lidera o mercado de reposição desde 2001 e há dez anos o faturamento cresce ao ritmo médio próximo de 7% ao ano.

A família não detalha dados financeiros, exceto o faturamento líquido, que somou R$ 400 milhões em 2016. Mas os irmãos Gurgel garantem que a Tecfil é lucrativa. Em 2006, a empresa entrou no segmento de filtros para ar-condicionado de veículos e em 2010 inaugurou a segunda fábrica, em Guarulhos. Até agora, os proprietários da Tecfil não pensam em associações com outras empresas. Além disso, o tamanho da operação, diz Abílio, não justifica uma abertura de capital.

Já o mercado externo está em expansão. “Temos que ir para os países onde as montadoras também exportam”, destaca. A Argentina é o principal destino dos filtros para reposição vendidos pela Tecfil. Mas a empresa também vende em todos os demais países da América do Sul e alguns outros mais distantes. Em breve a empresa iniciará a distribuição do produto brasileiro na Colômbia.

Abílio Gurgel gosta do que faz, mas, numa conversa, dificilmente vai focar apenas nos assuntos da sua empresa. Ele afirma ter aversão a executivos que só sabem falar sobre seu restrito mundo de negócios. Graduado em administração e com mestrado em história da ciência, ele é um incansável pesquisador do conhecimento em diversas áreas, principalmente cartografia e língua inglesa.

Em 2015, o empresário escreveu o livro “Breve história da cartografia: dos primórdios a Gerardus Mercator”. Fã de Platão, que ele cita, inclusive, na contracapa do livro, Abílio concorda com o filósofo grego quando ele disse que “a coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do próprio conhecimento”. Ele agora se prepara para lançar um livro sobre história da língua inglesa. E se alguém lhe pergunta onde arruma tempo ele responde: “é que eu não preciso ser o presidente da empresa”.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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