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19/09/2017

DIVERGÊNCIA DE JBS E BNDES ESTÁ LONGE DO FIM

Por Graziella Valenti e Francisco Góes | De São Paulo e do Rio

Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES: banco parece ter desistido de pedir o cancelamento da reunião de sábado do conselho de administração da JBS

A definição da nova gestão da JBS, com o patriarca José Batista Sobrinho de volta ao comando, tornou sem efeito a demanda mais imediata da disputa que o BNDES iniciou com a família Batista: o afastamento de Wesley Batista do dia a dia dos negócios. Mas a reação negativa do presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, à escolha de Zé Mineiro como CEO tornou evidente que o conflito entre a família controladora e o BNDES, maior sócio minoritário, está longe do fim e poderá tumultuar a volta das empresa ao trilho normal.

Rabello de Castro afirmou que não tentará derrubar a nova gestão escolhida em reunião do conselho de administração da JBS realizada no sábado à noite, recuando em relação às primeiras críticas acaloradas que fez, apesar de a conselheira independente Cláudia Santos, indicada pelo banco, ter dado aval ao nome de Zé Mineiro. “O banco não fará nada a esse respeito. A conselheira agiu e o que ela fez está feito, e nós endossamos. Mas concordamos? Não. [A decisão ] Foi colhida em convocação extemporânea, sábado à noite, hora de programa humorístico, e [a conselheira] decidiu conforme o bom senso”, disse Rabello de Castro ao Valor. A decisão de sábado do conselho foi por unanimidade.

Quando, há um mês, decidiu tornar público seu desejo de processar os irmãos Joesley e Wesley Batista em busca de indenização à JBS, o BNDES mirava a destituição de Wesley Batista, que seguia à frente da presidência mesmo após os malfeitos admitidos nos acordos de colaboração premiada assinados em maio. O executivo perderia o cargo automaticamente se a assembleia de acionistas aprovasse a abertura, pela própria JBS, de uma ação de responsabilidade civil contra os irmãos, conforme a proposta do banco.

Mas Wesley Batista não conduz mais a JBS. Sua prisão preventiva, por causa da investigação sobre uso de informação privilegiada em transações financeiras, foi o que o tirou do negócio, não o BNDES. E agora a substituição acelerada do empresário acabou minando a oportunidade do banco de pressionar por uma maior profissionalização da gestão no curto prazo.

Rabello de Castro chegou a dizer, no domingo, que buscaria a anulação da votação do conselho, mas ontem voltou atrás. O acordo de acionistas entre J&F (holding dos irmãos Batista) e BNDES garante ao banco a indicação de dois conselheiros e veto em algumas matérias. Porém, o acordo não dá à instituição o direito de orientar o voto dos membros indicados, pois não há previsão de reuniões prévias do conselho. A J&F tem 42,5% da JBS e o BNDES, incluída a fatia da Caixa, tem mais de 25%

Mesmo sem intenção de anular a decisão, Rabello de Castro insistiu que o voto de Cláudia Santos no sábado foi concedido com a premissa de interinidade da gestão de Zé Mineiro e com o compromisso de início imediato de um processo de seleção de um executivo de mercado para conduzir a empresa no futuro. Oficialmente, nenhum documento divulgado pela JBS trata o tema dessa forma. O mandato do patriarca vai até maio de 2019. O entendimento da J&F, de acordo com pessoas próximas ao tema, é que não houve e nem há nenhum compromisso com a instituição a respeito da administração da empresa e seu futuro.

A ata do encontro de sábado registra a seguinte afirmação: “O conselho de administração acompanhará a gestão da companhia e, a partir da análise do desempenho dos seus executivos, poderá indicar no futuro aquele mais apropriado para diretor presidente”. A frase vem imediatamente após a explicação de que Batista Sobrinho contará com apoio de “um time composto pelos três executivos que comandam as principais áreas de negócio, quais sejam, André Nogueira, Gilberto Tomazoni e Wesley Batista Filho”. Homem de confiança de Wesley, Tomazoni, cujo cargo ganhou status – o diretor global de operações virou COO (ver ao lado) -, nos bastidores era considerado uma boa opção para a presidência até por Rabello de Castro.

Segundo pessoa próxima à família, o registro é fruto do contexto em que Tarek Farahat, presidente do conselho de administração, apresentou o nome de Batista Sobrinho na reunião de sábado. Na ocasião, ele teria dito que, com a formação do time de apoio ao patriarca, ficaria clara a formação de um grupo de potenciais sucessores a partir de agora. Cláudia manifestou o desejo de que as afirmações de Farahat fossem colocadas na forma de compromisso na ata e, mesmo concordando com as escolhas, teria voltado a defender a profissionalização como algo importante para o futuro do negócio. A sugestão para a ata não foi aceita justamente porque passaria o entendimento de que houve uma deliberação a respeito da sucessão da nova gestão, quando esta não existiu.

De acordo com fonte que atua no caso, não há nenhum compromisso sobre o futuro da gestão, nem mesmo que a escolha seja feita entre os três principais executivos. Em nota à imprensa divulgada no fim da tarde de ontem, o BNDES afirma que Rabello de Castro solicitou à área jurídica providências para posicionamento sobre divergências com JBS. O banco de fomento reiterou o desejo que se apure as responsabilidades pelos prejuízos causados à companhia, pelos atos praticados pelos irmãos Batista e os acordos de delação premiada divulgados em maio.

O tema seria objeto de assembleia de acionistas convocada para 1º de setembro, que foi suspensa. O encontro aguarda resultado de arbitragem iniciada pelo BNDES e que tenta impedir que a holding da família vote sobre tais matérias, com argumento de que estaria em posição de conflito de interesses.

Uma fonte próxima à JBS avalia que a assembleia poderá nem ocorrer. As conversas com o BNDES já estavam paradas desde que o banco decidiu ir à Justiça e iniciar a arbitragem sobre o tema do conflito na assembleia. Porém, na semana passada, quando Rabello de Castro decidiu dizer que a família Batista é “apenas” uma sócia na JBS, o diálogo com a instituição foi totalmente suspenso. Não existe qualquer conversa ou negociação sobre gestão ou qualquer outro tipo de decisão com o banco. A opção pelo silêncio, segundo fonte próxima à família, transmite a conduta da J&F e, ao mesmo tempo, evita o aumento da briga, em especial, publicamente.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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