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19/06/2017

Dona do Sufresh pede recuperação judicial

Por Cibelle Bouças | De São Paulo

A Wow Nutrition Indústria e Comércio, dona do suco Sufresh e do chá Feel Good, entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, para se prevenir contra dois pedidos de falência. Os pedidos de falência foram feitos pelas empresas fornecedoras Embanor Embalagens e Farmaplast Indústria de Embalagem Plástica e somam, juntos, R$ 1 milhão.

A Wow Nutrition é a terceira maior empresa de sucos prontos para beber do país, com 7,9% do mercado, de acordo com a Euromonitor International. Ela perde para a Coca-Cola, com a marca Del Valle (25,5% das vendas), e para a Britvic, dona da Maguary e da Dafruta (9,9%). Em chás, é a segunda colocada. A marca Feel Good representa 19,6% das vendas de chás no país, atrás da marca Leão, da Coca-Cola, que tem 52,8%.

O pedido de recuperação judicial da Wow, feito na quarta-feira, contempla a renegociação de dívidas no valor de R$ 392,3 milhões. Em 2016, a companhia já teve um pedido de falência requerido por outra fornecedora, a Centrosucar Comércio de Açúcar, devido ao atraso no pagamento. À época, a empresa fez acordo com a fornecedora para evitar a falência.

Mas a situação está mais difícil neste ano. A Wow já tem passado por dificuldades nos últimos anos devido ao acirramento da competição no mercado de sucos. A companhia chegou a demitir 160 pessoas em Caçapava (SP) no ano passado para ajustar a folha de pagamentos à queda de receita. No início de 2017, a companhia demitiu outras 50 funcionários da fábrica e, no início deste mês, cortou mais 31 vagas na fábrica de Caçapava.

A unidade fabril emprega em torno de 700 pessoas e não está produzindo sucos desde o início do mês. A empresa é alvo de uma investigação da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, por conta de uma dívida tributária de R$ 89 milhões. A dívida refere-se a débitos declarados de ICMS, por substituição tributária, inscritos na dívida ativa.

A Wow Nutrition está proibida desde março de emitir notas fiscais, mas atuava sob proteção de liminar. A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo apresentou uma apelação e obteve parecer favorável. Por conta disso, desde o dia 1º de junho, a Wow Nutrition está proibida de vender bebidas e alimentos fabricados em Caçapava. A proibição levou a companhia a paralisar a produção e coloca em risco o emprego de 700 pessoas na unidade, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação.

Em setembro do ano passado, a WOW recebeu aporte de US$ 40 milhões do International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial, sendo US$ 25 milhões como aporte de capital e US$ 15 milhões de empréstimo, com prazo de pagamento de cinco anos. Os recursos, segundo informou a companhia à época, seriam usados para fortalecer o caixa e modernizar fábricas. Além do IFC, são sócios da companhia o Fundo de Investimentos em Participações BFT (FIP BFT), a OEP Nutrição Participações (do grupo One Equity Partners), a Porto Novo Participações e a família fundadora (Edson Change, Maximilian Nikolaus Hermann e Ya Jen Chang Barrreto).

Na quarta-feira, a juíza Ana Letícia Oliveira dos Santos, da 2ª Vara Cível do Foro de Caçapava, decidiu que o pedido de recuperação judicial fosse avaliado pelo cartório da 1ª Vara Cível da comarca de Caçapava, onde um dos pedidos de falência da companhia está em fase de vistas.

O pedido de recuperação judicial corre em segredo de justiça. Procurada, a empresa não respondeu ao pedido de entrevista.

O balanço mais recente divulgado pela companhia foi de 2015, no qual registrava uma receita líquida de R$ 405,5 milhões, prejuízo líquido de R$ 48,5 milhões, e uma dívida financeira líquida de R$ 224,2 milhões. O faturamento estimado pela companhia em 2016 era de R$ 500 milhões.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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