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01/09/2017

ECONOMISTAS APOSTAM QUE SELIC PODE RENOVAR PISO HISTÓRICO AINDA EM 2017

Por Angela Bittencourt e Lucinda Pinto | De São Paulo

O mercado chega às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) convicto de que o Banco Central fará um novo corte de 1 ponto percentual na Selic, o que levará a taxa básica de juros para 8,25% ao ano. Há também grande expectativa de que o ciclo de alívio monetário não vai parar por aí. Para a maior parte dos analistas entrevistados, o juro deve, no mínimo, retomar ainda este ano o piso histórico, de 7,25% anuais, que foi registrado em outubro de 2012.

A diferença em relação ao que ocorreu há cinco anos é que, desta vez, o corte de juros acontece num ambiente de expectativas de inflação também em queda. E isso abre espaço para que muitos analistas trabalhem com juros estáveis, ou até levemente mais baixos, ao longo de 2018.

Uma novidade neste levantamento é que, pela primeira vez, a possibilidade de a Selic cair para a casa dos 6% entrou no radar. Três analistas trabalham com essa possibilidade entre este e o próximo ano. Em grande medida, esses cenários foram autorizados pelas declarações do diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana, em encontro com economistas, de que não há qualquer compromisso com “escadinha”, ou seja, que o BC não precisa desacelerar o passo no fim do ciclo de corte de juros, segundo relatos de participantes desse encontro ao Valor.

E também de que o BC tem liberdade para reduzir os juros o quanto for necessário, ainda que isso resulte numa alta da taxa mais à frente. O mercado entendeu que essas afirmações abrem espaço para um corte de juros mais intenso – avaliação que não foi corrigida pelo Banco Central em comunicações posteriores.

O Valor entrevistou 43 economistas e todos esperam que a Selic vá para 8,25% na reunião que acontece nos dias 5 e 6 de setembro. Desse universo, 42 traçam projeções para o rumo do juro até o fim deste e do próximo ano. Desses, 19 analistas esperam que a Selic alcance 7% em dezembro deste ano. Um economista, da Mauá Capital, vai além e já vê a Selic em 6,75% no fim deste ano.

Outros dez preveem que a Selic caia para 7,25% no fim de 2017, enquanto nove projetam um juro de 7,50% e dois trabalham com uma taxa de 7,75%. Um único analista – da casa de análise Eleven Financial – espera que o juro esteja em 8% no encerramento do ano.

Para 2018, as projeções estão mais desalinhadas. A maioria – 29 entrevistados – vê o juro inalterado até o fim do ano. Mas oito economistas acreditam que o juro pode voltar a subir, enquanto cinco acham que o ciclo de alívio monetário ainda se estende até o começo do próximo ano.

Mesmo a perspectiva de que a retomada da atividade deva ocorrer pelo consumo, apontada pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, não altera esse cenário positivo para os juros. O economista-chefe da JGP, Fernando Rocha, compartilha da visão de que o ciclo de crédito vai estar mais favorável daqui para frente, porque as concessões de financiamento estão retornando e o juro está caindo. Ainda assim, afirma, “é baixo o risco de isso gerar inflação pois existe muita capacidade ociosa na economia, tanto na capacidade de produção das firmas quanto no mercado de trabalho”.

Para o economista da Truxt Investimentos, André Duarte, com o nível de ociosidade alto, são “crescentes os riscos de que a inflação seja mais baixa do que o limite inferior da banda de tolerância”, embora o cenário-base do especialista ainda seja de que o IPCA atinja a meta. Ele observa que a recuperação dos preços de alimentação está ocorrendo de forma mais lenta e menos intensa do que o esperado. “Entendemos ser este o principal risco, embora, ressalta-se, que a desinflação é intensa e difusa.”

Jason Vieira, da Infinity Asset, vê a Selic caindo até 6,50% em 2018 por causa das projeções de inflação para o próximo ano. Na pesquisa Focus, a mediana das projeções para o IPCA no próximo ano está em 4,20%. “O BC tem um espaço ainda considerável no ciclo”, afirma. “A descompressão de preços, o desemprego e o elevado hiato do produto ainda garantem em 2018 uma relativa estabilidade inflacionária, possibilitando o cumprimento da meta para o ano, mesmo com cortes de juros”, acrescenta.

Na avaliação do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, o elemento interessante dessa recuperação é que ela se dará em bases tão baixas, com tanta capacidade ociosa, que não terá ainda ser inflacionário, especialmente tendo um BC com o controle das expectativas.

Para ele, a inflação pode virar um problema para o próximo governo se a reforma da Previdência não for aprovada e o fiscal entrar em colapso. “Isso vai jogar, em um primeiro momento, câmbio para cima, aumentando a inflação. Em um descontrole fiscal clássico, voltaríamos ao caminho que a Dilma tinha deixado quando a inflação quase bateu nos 12%”, afirma. “Mas se as reformas continuarem, é muito provável que entremos em um ciclo muito positivo de juros nominais e reais, com a meta de inflação gradativamente caindo nos próximos anos.”

David Beker, chefe de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch, as eleições em 2018 devem afetar negativamente os investimentos e, por essa razão, a retomada deve ser puxada pelo consumo. Ainda assim, sua projeção para a inflação para o próximo ano está em 3,7%, o que mostra que o cenário para preços permanece tranquilo.

No levantamento que antecedeu a reunião do Copom em julho, dos 37 analistas ouvidos pela reportagem, a maioria (24) esperava uma taxa Selic entre 8% e até 9% até o fim deste ano e outros 12, na faixa de 7% a 7,75%. Para 2018, 18 analistas trabalhavam com uma estimativa para o juro básico no intervalo de 7% a 7,75%.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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