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04/09/2017

ESTRANGEIROS REDUZEM APOSTA EM ALTA DO DÓLAR

Por Lucas Hirata | De São Paulo

Jorge Mariscal, do UBS: pacote de privatizações foi recebido como boa notícia Os investidores estrangeiros mostram mais disposição em assumir riscos no mercado de câmbio brasileiro.

Operações de proteção contra eventuais saltos do dólar no mercado local de derivativos têm diminuído gradualmente nas últimas duas semanas, movimento amparado tanto pelo cenário internacional, onde as perspectivas para a moeda americana são de enfraquecimento, como por fatores domésticos.

Ainda existe muita cautela, o que explica o fato de o real não ter se valorizado de forma expressiva nesse período. Mas o comportamento do investidor estrangeiro mostra que o risco de apostar em ganhos da moeda americana começa a ficar maior. Somando todas as posições em derivativos – dólar futuro, DDI e swap cambial – registrados na B3, em termos líquidos, o investidor estrangeiro continua comprado em dólar (posição que equivale a uma aposta na alta da moeda) em 256.863 contratos, de acordo com os dados até o dia 31 de agosto. Esse volume, entretanto, representa uma queda de 70.172 contratos em relação ao dia 21 de agosto.

E já é o menor nível em cerca de um mês – embora ainda bem acima do nível dos 177.410 mil contratos registrados na véspera do estouro da crise política no Brasil, em meados de maio. A valorização do real não acompanhou esse movimento do estrangeiro na mesma intensidade: entre os dias 21 e 31, o dólar recuou em apenas três sessões. Assim, é possível que a atuação desses investidores contribua para a queda do dólar por aqui nos próximos meses. “Abre um espaço bom para o real andar mais”, diz o profissional de tesouraria de um banco no Brasil. Esse avanço do real, contudo, ainda depende de alguns fundamentos locais, como a evolução da agenda reformista. “O movimento dos estrangeiros reflete a possibilidade de que alguns pontos da agenda de reformas possam ser aprovados ainda neste ano. A aprovação de uma reforma da Previdência com conteúdo modificado não está totalmente descartada ainda”, diz.

No mercado, alguns fatores contribuem para atrair capital para o Brasil. Um deles é o fato de que a atividade econômica parece não ter sido tão afetada pela crise política, dando sinais de recuperação gradual. “O anúncio do pacote de privatizações foi recebido como uma notícia positiva no contexto de maiores preocupações com as eleições do próximo ano e as perspectivas de reforma da Previdência”, afirma o diretor de investimentos de mercados emergentes do UBS Wealth Management, Jorge Mariscal. “Acreditamos que isso ajuda a melhorar o sentimento dos investidores, em particular o dos investidores estrangeiros”, acrescenta.

As estimativa do UBS para o dólar são de R$ 3,25, R$ 3,15 e R$ 3,05 para os próximos três, seis e 12 meses, respectivamente. O Danske Bank tem projeção mais otimista e prevê que o dólar pode cair até R$ 3,00 no quarto trimestre. “O presidente Michel Temer recebeu margem de manobra para promover reformas econômicas e melhorar o equilíbrio fiscal do país”, destaca o analisa sênior Morten Helt. Em nota, o especialista afirma que os desdobramentos recentes apoiam a visão de alta para o real, ante o consenso. De acordo com o Boletim Focus, a projeção para o câmbio no fim do ano é de R$ 3,23 por dólar. O pano de fundo no Brasil contou com o avanço de algumas propostas de cunho fiscal sensíveis ao governo. A criação da Taxa de Longo Prazo (TLP), que servirá de referência para os empréstimos do BNDES, já passou pela Câmara e agora tem seus passos finais antes de ser apreciada no Senado. Também caminha no Congresso a proposta de mudança das metas fiscais de 2017 e 2018.

Além disso, o Planalto anunciou recentemente um pacote de privatizações, que animou boa parte dos investidores. Profissionais de mercado alertam que o caminho do dólar ainda depende do ambiente externo. Atualmente, os ativos de emergentes se beneficiam da ampla liquidez provida pelos bancos centrais de países desenvolvidos. A leitura é de que o aperto monetário nos EUA ainda é gradual e uma nova alta de juros pode só ocorrer em 2018. Já o Banco Central Europeu (BCE) ainda trabalha em seu plano de retirada de estímulos e demonstra cautela para não gerar turbulência nos ativos financeiros.

A movimentação dos estrangeiros, por aqui, ainda é inicial. O superintendente da tesouraria do Itaú Unibanco, Ronie Germiniani, aponta que “provavelmente a redução na posição comprada em derivativos foi compensada por uma saída significativa no mercado à vista”. No mês de agosto, principalmente na última semana, o fluxo cambial, financeiro e comercial foi negativo. Ainda assim, em volumes mais relevantes, a redução nas posições compradas pode indicar que o real pode valorizar um pouco mais. O sócio e gestor na Absolute Investimentos, Roberto Serra, afirma que o dólar e o posicionamento de estrangeiros em derivativos tendem a caminhar na mesma direção. Isso significa que as vendas líquidas, em geral, influenciam para a queda da cotação do dólar. “É coincidente e indica uma tendência, que hoje é de queda, mas é difícil dizer como a atuação desses investidores antecipa o movimento”, diz. “Serve de vetor, mas já teve um peso maior”, acrescenta. No mercado local, os pontos de atenção são o andamento da reforma da Previdência e a disputa eleitoral de 2018. Jorge Mariscal, do UBS, aponta que o ajuste fiscal pode ter peso maior no cenário de câmbio “se o país não implementar quaisquer reformas antes do primeiro semestre de 2019”.

A crise política não afetou significativamente a economia até o momento e há fundamentos sólidos como os saldos comerciais e de conta corrente. “Mas poderemos ver uma deterioração mais significativa se a crise política não for resolvida nos próximos meses”, acrescenta. Se o Brasil conseguir avançar com alguma legislação fiscal por meio do Congresso antes das eleições, o país pode ganhar “espaço para respirar” nas avaliações de agências de classificação de risco e evitar novos rebaixamentos, na visão de Mariscal. O custo de CDS brasileiro de cinco anos – que serve de seguro contra calote – já retornou ao nível de 200 pontos recentemente. A economista Andréa Bastos Damico, do Bradesco, afirma que, apesar das evidências de incertezas no fronte político, não se vislumbra um cenário de ruptura nessa dimensão. “Razão pela qual esperamos certa manutenção dos níveis atuais para os prêmios de risco”, diz. O cenário mais provável no banco é de que o dólar encerre o ano em R$ 3,10 e atinja R$ 3,20 no fim de 2018.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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