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25/08/2017

FÁBRICA DA MERCEDES ESTÁ PARADA HÁ DEZ DIAS

Há muito tempo não se ouvia falar em longas greves de metalúrgicos em montadoras. Depois de uma fase de melhora nas relações entre empresas e sindicatos, que reduziu o ritmo desses movimentos, veio a crise econômica, que enfraqueceu a mobilização daquela que já foi uma das categorias mais organizadas do país. Faz, entretanto, dez dias, que os trabalhadores de uma das menores fábricas de veículos do país entraram em greve. Na pacata Iracemápolis, cidade do interior de São Paulo e distante dos principais redutos grevistas na indústria brasileira, os operários da Mercedes-Benz estão parados desde o dia 16 por melhorias no valor da participação nos resultados, entre outras reivindicações.

A fábrica de carros de luxo da Mercedes é uma das mais novas do país. A chegada da linha de produção da multinacional alemã, em março de 2016, levou ao município de apenas 20 mil habitantes a expectativa de uma atividade industrial mais forte. Mas um ano e cinco meses depois a produção do utilitário esportivo GLA parou por impasse nas negociações trabalhistas. Hoje haverá uma reunião de tentativa de conciliação entre empresa e representantes dos empregados no Ministério do Trabalho e Emprego de Piracicaba.

Antes mesmo de começarem as discussões para a renovação dos contratos de trabalho da base metalúrgica de Limeira, que engloba os trabalhadores de Iracemápolis, os operários da Mercedes pararam não apenas por questões econômicas, como o pedido de Participação nos Resultados (PLR) de R$ 12 mil e a criação de um plano de cargos e salários, mas também motivos inusitados, como melhora no café da manhã servido na fábrica.

Com o início das negociações do dissídio da categoria, com data-base em 1º de setembro, os grevistas da Mercedes agregaram à pauta de reivindicações os itens negociados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira, que representa uma base de cerca de 25 mil trabalhadores. A categoria pede reajuste salarial de 9,2% e piso salarial ajustado pelo mesmo percentual.

Os sindicalistas não sabem ao certo quantos estão em greve. Segundo informações fornecidas pela Mercedes em abril, a unidade tem 448 funcionários. O diretor do sindicato, José Carlos Pinto de Oliveira, garante que embora a entidade não saiba precisar quantos pararam ao longo dos últimos 10 dias, os setores vitais estão parados e que a montadora estaria conseguindo produzir apenas 10% da média diária de 50 veículos.

Oliveira comandou as negociações com a empresa que, segundo o sindicalista, se arrastam há dois meses. O diretor do sindicato diz que a maioria dos operários da fábrica da Mercedes recebem R$ 1,9 mil por mês.
A Mercedes confirmou, em nota, a paralisação “parcial desde o dia 16” e que “conta com o retorno de grade maioria dos seus trabalhadores”. Ela informou que na quarta-feira atendeu alguns pontos que “trazem impactos positivos em cerca de 10% de ganho financeiro para mais da metade do seu quadro de pessoal”.

Na mesma base sindical está a fábrica da Honda, no município de Itirapina, que ficou pronta em outubro de 2015, mas nunca funcionou em razão da profunda queda de demanda no mercado brasileiro.

Com investimento de R$ 600 milhões, a fábrica de automóveis da Mercedes é um projeto que resultou da necessidade da multinacional alemã atender às regras do Inovar-Auto, programa de benefícios do governo federal que impôs tributos extras às empresas que não atendessem a limites mínimos de nacionalização.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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