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28/04/2016

‘Figurões’ dos multimercados passam pelo crivo da alocação

Dúvida é se Appel, ex-Safra, vai repetir sucesso do fundo Galileo na nova Adam
Começam a receber investidores amanhã os fundos multimercados da Adam Capital, a nova gestora de Márcio Appel. É grande a expectativa sobre o desempenho do engenheiro, que deixou em outubro a Safra Asset Management, onde geriu por sete anos o Galileo, que forma com Verde e SPX o trio de multimercados mais reconhecidos por quem seleciona fundos para clientes de alto patrimônio.
SPX, Verde e Safra gerem juntos R$ 58,77 bilhões em multimercados e seriam o destino óbvio para quem quer investir em multimercados não fosse o fato de o primeiro estar fechado para novas aplicações desde 2013, o segundo estar devolvendo parte do dinheiro dos clientes e o terceiro ter aplicação mínima de R$ 500 mil. Esse também será o tíquete mínimo do fundo mais arrojado da Adam, mas a gestora terá ainda uma carteira comportada, com aplicação mínima de R$ 50 mil, disponível em plataformas de varejo, como a XP.
A porta fechada, ou no mínimo estreita, do trio de multimercados famosos mostra que o investidor não tem todo o tempo do mundo para decidir se aprova um novo gestor. Para evitar que a falta de liquidez prejudique o retorno – difícil desmontar uma posição grande sem afetar os preços do mercado – eles costumam limitar o crescimento de patrimônio.
Observar como alocadores profissionais, que administram recursos de clientes de alto patrimônio, selecionam multimercados é um caminho. Enquanto no varejo os bancos em geral somente oferecem fundos próprios, nos serviços de private banking e alta renda eles têm também carteiras recheadas de fundos de gestores independentes, os multigestores.
As carteiras desses fundos, repletas de multimercados, estão abertas no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Na análise de cinco delas – do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC e Itaú Unibanco – aparecem em mais de uma os multimercados das gestoras BBM, Bozano, Brasil Plural, Gap, Gávea, Ibiuna, JGP e Kondor. Além dessas, gestores de patrimônio não ligados a bancos citam Canvas, Garde e Kyros entre as casas mais admiradas.
Grande parte dos fundos desses gestores está disponível para investimento em prateleiras on-line de varejo, caso da carteiras da Ibiuna, com aplicação mínima de R$ 100 mil, Gávea, Kondor, Canvas, Garde e Kyros, de R$ 50 mil, Kyros, de R$ 30 mil, Bozano, de R$ 25 mil, BBM e Brasil Plural de R$ 20 mil e Gap, com tíquete de entrada de R$ 5 mil.
“Você tem que olhar quais são as competências daquele time, se já trabalharam juntos e se o plano de ação combina com as pessoas que vão executá-lo”, diz George Wachsmann, que seleciona fundos para clientes de alto patrimônio na GPS.
Um nome forte, como o de Appel, atrai olhares para uma gestora nova. Perfis recorrentes de sucesso neste mercado são os de ex-tesoureiros, caso de Rogério Xavier, antes BBM, agora SPX e, mais recentemente, Carlos Calabresi, que deixou de alocar os recursos do BNP Paribas para gerir o de pessoas físicas, juntamente com Marcelo Giufrida na Garde Asset Management. E é também o caso de Murilo Robotton, que há dois meses era diretor-executivo da Tesouraria do Banco Safra e acaba de montar uma equipe na Santander Asset Management para lançar um fundo de alta volatilidade. Outra fórmula comum é a de ex-Banco Central, como Arminio Fraga, na Gávea, Mário Torós e Rodrigo Azevedo, na Ibiuna.
É consenso entre alocadores, entretanto, que nesse mercado uma andorinha não faz verão. Um comentário recorrente no mercado sobre a Gávea, por exemplo, é que o fundo macro costuma se desempenhar bem quando Fraga assume as rédeas – como nos 28,36% de ganho do ano passado – mas que derrapa quando ele não põe tanto a mão na massa, em que se costuma citar o ganho tímido de 4,35% em 2014, quando o fundo sofreu como outros multimercados com a convicção de dólar forte que demorou a se concretizar.
A equipe da Ibiuna, uma das gestoras mais citadas pelos alocadores, sabe do risco. “Nunca quisemos ser taxados como a gestora do Mário e do Rodrigo”, diz Caio Santos, sócio responsável pela área de relações com investidores, chamando a atenção para os demais 17 sócios. O primeiro fundo da gestora, o Hedge, completa seis anos em outubro com retorno de 115% do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI).
A carteira mais citada da Ibiuna, entretanto, é o Hedge STH, pelos alocadores e não pela gestora, que praticamente esconde o fundo, indisponível em seu site. “Eu brinco que é outro animal dentro do zoológico, para quem tem um horizonte de investimento mais longo, de dois anos ou mais, porque pode oscilar. E vai”, afirma Santos. Cada operação do Hedge é, no STH, alavancada em três vezes. Para quem tem estômago, o retorno desde a criação, em julho de 2012, atrai: 137% do CDI. O fundo também está aberto, mas tem aplicação mínima elevada, de R$ 500 mil.

Appel, ex-Safra, é vítima da mesma dúvida. Os alocadores se perguntam se, em carreira solo, ele vai conseguir a mesma proeza do Galileo, que enfrentou desconfiança semelhante com a saída dele, mas mantém o bom desempenho. O gestor, extremamente avesso a entrevistas em seu histórico de Safra, defendeu-se ao Valor. “Tenho a equipe que sempre sonhei”, diz, acrescentando que já trabalhou com alguns deles como o sócio Fabio Landi, que esteve no comando dos fundos de renda fixa do Santander quando Appel foi presidente da gestora. E o modelo de gestão é exatamente o mesmo, defende, com análise fundamentalista de longo prazo, mas calibrando as posições ao longo do caminho enquanto a convicção não se realiza.
Appel chegou a negociar com o Credit Suisse para que sua gestora, a Adam, nascesse incubada no banco, nos moldes da Canvas e da Verde Asset, conforme o Valorapurou, mas a matriz do banco europeu cortou o orçamento para esse tipo de investimento, segundo fontes. Questionado sobre a informação, o Credit Suisse não respondeu a tempo.
Na hora de selecionar o gestor, o comportamento mais comum da pessoa física, olhar o desempenho recente, é o mais recriminado pelos alocadores. “Se você for olhar o retorno passado, tem que buscar consistência”, diz Wachsmann, da GPS, em referência a um histórico menos de picos e vales e mais de estabilidade. “Não gostamos de ser pegos de surpresa, com movimentos inesperados na cota”, diz também Guilherme Ferraioli, que seleciona carteiras na gestora de patrimônio Consenso.
É pela consistência que o KGR, multimercado da carioca Kyros é cada vez mais comentado entre os alocadores. E isso nada tem a ver com não assumir riscos, mas com obedecer o mandato, dizem. Fernando Telles, sócio da Kyros, diz que o investidor brasileiro está amadurecendo e caminhando para a experiência internacional, dos ‘hedge funds’, com volatilidade mais elevada. Como a taxa de administração em geral não varia, a opção mais eficiente é o fundo mais alavancado, defende, ainda que ele seja destino de um patrimônio menor.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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