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12/06/2017

Intermedium quer 1 milhão de clientes digitais até 2018

Por Vinícius Pinheiro | De São Paulo

Menin, presidente do Inter, afirma que projeto de banco digital é viável, mesmo com gratuidade dos serviços
Com 170 mil correntistas em seu banco digital, e planos de atingir a marca de 1 milhão no fim de 2018, o Intermedium percebeu que estava na hora de mudar. O banco mineiro decidiu deixar de lado o latim da marca criada há 23 anos pela MRV Engenharia – e que significa “Intermediário” – e adotar o apelido pelo qual já era conhecido por parte dos clientes: Banco Inter.

Com R$ 3,4 bilhões em ativos, o banco ocupa apenas a 79º posição entre as maiores instituições financeiras do país. Mas vem em forte crescimento desde que deixou de ser apenas uma instituição regional com foco em crédito para atuar na prestação de serviços como conta corrente, cartões e pagamentos para pessoas físicas. Todos os meses, abre uma média de 23 mil a 25 mil contas e espera chegar ao fim deste ano com 350 mil.

A mudança na marca busca aproximar a instituição do público que conquistou em pouco mais de um ano. A decisão de encurtar o nome partiu da própria experiência com os clientes, boa parte na faixa etária de 25 a 35 anos. “Quando nossos clientes digitavam ‘Intermedium’ no smartphone, o corretor mudava para ‘Intermedio’, então vários deles passaram a digitar apenas Inter”, disse João Vitor Menin, presidente do Inter, em entrevista ao Valor.

Para ganhar mercado, o banco se valeu de um modelo muito usado entre as “fintechs”, como são conhecidas as novas empresas de tecnologia financeira. Todos os serviços, como saques, transferências e anuidade do cartão, são gratuitos.

Não por acaso, os clientes sensíveis a preço são os que mais se interessam pela proposta do Inter. A renda média dos correntistas é de R$ 4 mil, o que não chega a ser baixa, considerando o resto da população. “Se eu tivesse que resumir o nosso cliente em uma palavra, diria que ele é antenado”, diz Menin.

A grande questão que se coloca sobre as fintechs em geral, e que também vale para o banco, é se a estratégia de gratuidade dos serviços é sustentável do ponto de vista financeiro. No primeiro trimestre, o Inter registrou lucro líquido de R$ 6,2 milhões, queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado. A rentabilidade ficou em 7,2% nos três primeiros meses, também inferior aos 12,1% obtidos entre janeiro e março de 2016.

A estrutura de banco digital rende pouco e traz custos, como marketing e atendimento. Isso se reflete nos números da instituição. As receitas de prestação de serviços do Inter no primeiro trimestre somaram R$ 3,6 milhões, ante uma despesa administrativa e de pessoal de R$ 35 milhões.

Menin diz que a questão da gratuidade foi amplamente discutida no momento da implantação do projeto de banco digital. “O projeto é viável e as contas fecham”, afirma. O objetivo da instituição é trabalhar com uma rentabilidade de “dois dígitos baixos”, ou seja, qualquer número acima de 10%. A meta deve ser alcançada neste ano, embora esse não seja o foco no momento.

Para compensar a receita que deixa na mesa ao deixar de cobrar tarifas nas transações da conta digital, o banco aposta em outros produtos, principalmente relacionados à distribuição. “O caso da XP [Investimentos] mostrou que o grande filão desse negócio é a distribuição.”

Com quase 30 mil investidores diretos no banco, o Inter deixou de trabalhar com distribuidores externos na captação de recursos para suas operações de crédito, o que ajudou a reduzir em 2,8 pontos percentuais o custo de funding nos últimos 12 meses, segundo o executivo. “Hoje eu tenho um bom problema, porque tem mais gente querendo comprar CDB e LCI do banco que lastro para aplicar”, diz.

Em meio à retração do crédito no sistema financeiro, o Inter encerrou março com um saldo de R$ 2,3 bilhões de financiamentos, alta de 6,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. A carteira de crédito imobiliário representa 54% do total, incluindo operações de empréstimo com garantia em imóveis (conhecidas como “home equity”).

O banco também opera com linhas de crédito para empresas, que sofreram com a alta da inadimplência, mas vêm em
recuperação desde o início do ano. O ressurgimento da crise política com a delação dos donos do frigorífico JBS não tiveram impacto nos negócios do Inter, nem nas captações, segundo Menin.

No fim de março, o banco contava com um índice de Basileia, que mede a capacidade de uma instituição financeira emprestar em relação a seu patrimônio, de 18,5%, bem acima do mínimo regulatório.

Embora conte com uma posição confortável de capital, o Inter precisará de novos recursos para atingir o objetivo de chegar a 1 milhão de clientes em 2018, segundo Menin. “Esta questão já está sendo estudada e deve ser definida até o fim deste ano”,afirma. Ele não descarta, inclusive, a entrada de um novo investidor no capital do banco.

O Inter trabalha ainda em novos produtos, que também devem demandar recursos. Um deles é a criação de uma conta digital para empresas, também gratuita, uma antiga demanda dos clientes. A previsão é que o lançamento ocorra no segundo semestre.

O banco possui hoje crrentistas em todas as cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes. Uma particularidade é a predominância do público masculino, que representa 73% do total. A satisfação com os serviços parece boa. O aplicativo do Inter possui avaliação 4,1 (de 5 possíveis) na loja do Google, abaixo dos 4,8 do emissor de cartões Nubank, porém melhor que concorrentes diretos, como Original e Neon.

Nas redes sociais, as reações ao novo nome foram positivas, mas não faltaram associações com o clube de futebol Internacional ,principalmente entre os torcedores do rival Grêmio. O banco terá ainda de lidar com a torcida do São Paulo, que vai estampar a marca Inter até 2020 na camisa.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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