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10/07/2017

Itaú amplia oferta de produtos de terceiros

Por Adriana Cotias | De São Paulo

Sanches, do Itaú: defesa de base de clientes levou banco a ampliar oferta de fundos de terceiros, distribuir CDB de outros bancos e reduzir tarifa no Tesouro Direto

Após a aquisição bilionária de uma fatia da XP Investimentos, o Itaú Unibanco deu novos passos para ampliar o alcance da arquitetura aberta – a oferta de produtos de investimentos de terceiros – para os seus clientes da segmentação de alta renda. A instituição reduziu para R$ 50 mil o volume global de recursos com o banco para que o aplicador acesse fundos de terceiros na plataforma 360. E, fora da oferta digital, mas já disponível sob demanda, passou a distribuir Certificados de Depósito Bancário (CDB) de outros emissores, um paradigma até aqui não quebrado por instituições de grande porte – e restrita até mesmo entre as pequenas e médias.

Entre os emissores estão os bancos ABC Brasil, Bonsucesso, BMG, Modal, Pine, Daycoval, Haitong e Votorantim. Mais do que compor as recomendações dos assessores de investimentos, a oferta de CDB de outros bancos é hoje, claramente, um produto de retenção, afirma o diretor de investimentos do Itaú, Cláudio Sanches.

“Não é uma oferta ativa porque é uma modalidade que tem risco de crédito, tem que fazer com muito cuidado porque é mais difícil entender do que o risco de mercado e, às vezes, não tem liquidez diária. É para quem, de fato, não vai usar o dinheiro no curto prazo.” A defesa da base foi a lógica que levou o banco a também reduzir a taxa de custódia cobrada para aplicações no Tesouro Direto, que atualmente varia entre 0,30% e 0,10% dependendo dos volumes.

O CDB de emissores externos ainda não está na plataforma 360 porque faltam fazer alguns ajustes operacionais, cita Sanches. De qualquer forma, ele assegura que a intenção é avançar no modelo de arquitetura abertura.

No segmento de fundos isso já ficou mais palpável, com a ampliação dos gestores e redução do valor que o investidor precisa ter com o banco para acessar essas carteiras. Na plataforma, agora aparecem fundos espelho – estruturas cridas para investir nos gestores externos, mas que ficam sob administração do Itaú – de casas como GAP, JGP, Verde, Ibiúna ou Kapitalo, com aplicação mínima de R$ 50 mil. Na largada, no início do ano, o tíquete de entrada partia de R$ 300 mil para os portfólios da JGP, Kondor e Ibiúna, e ia até R$ 1,5 milhão, para Verde, Adam e Gávea. Eram valores acima dos exigidos pelos próprios gestores na captação direta ou via distribuidores externos.

A oferta, destinada ao público Personnalité – com renda mensal a partir de R$ 10 mil, ou aplicações entre R$ 100 mil e R$ 10 milhões com a instituição – começou com meia dúzia de gestores e agora são 22. Desde que a plataforma 360 foi criada, a captação nessas carteiras alcançou R$ 6,5 bilhões. O acordo com os gestores é levantar até R$ 10 bilhões nesses portfólios no conjunto.

De acordo com Sanches, a recalibragem do acesso e a ampliação da grade de produtos não tem relação com a compra de 49,9% da XP pelo banco por R$ 6,9 bilhões em maio, e está mais associada a um movimento ao qual a instituição tenta se antecipar. “A tendência é ter plataforma de investimento acessível ao maior número de clientes. Claramente, cada vez mais investidores com menos recursos vão se aproximar da demanda daqueles com volumes maiores.”

O fortalecimento de instituições independentes, como a própria XP, Genial, Guide ou Órama, tornou o mercado de investimentos mais competitivo, diz. “O banco entendeu isso rapidamente e está indo nessa direção.”

Embora existam discussões internas em torno da possibilidade de, no futuro, a plataforma 360 ficar mais parecida com as independentes, acatando a abertura de contas exclusivas de investimentos, a percepção é que há ainda uma lição a fazer dentro de casa. “Tem muito cliente no próprio Itaú. Primeiro temos que servir muito bem esse cliente para depois, eventualmente, pensar se vamos ter condições para oferecer só conta investimento. Pode ser uma tendência olhando à frente.” No momento, reconhece, a preocupação é reter a base.

É um passo que não se observou entre os concorrentes diretos do Itaú. O Bradesco, por exemplo, ainda estuda se estenderá para a segmentação Prime, de alta renda, a oferta de fundos de terceiros, hoje restrita ao private banking. E mesmo entre os bancos menores, o mais comum é vender os títulos de emissão própria, sendo o BTG Pactual Digital uma das exceções.

De acordo com Sanches, na oferta de fundos de outros gestores, o Itaú começou testando volumes de entradas maiores para entender a reação dos aplicadores. Como os multimercados vinham, ao longo de 2016 e início de 2017, apresentando boa performance, a preocupação era se o investidor compreendia bem a dinâmica de carteiras com volatilidade mais alta, que podem ter variações abruptas em dias ruins de mercado, a exemplo do pregão que sucedeu o vazamento da conversa do presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, em meados de maio. “A gente sabe que os clientes tomam a decisão olhando os últimos três meses do fundo. Queríamos entender se sabiam o que estavam fazendo.”

A aplicação global de R$ 50 mil necessária para ter acesso aos gestores externos é a somatória de valores já investidos no Itaú em CDB, operações compromissadas, poupança, previdência, fundos ou mesmo no Tesouro Direto. O tíquete mínimo exigido pelos gestores será mantido, apesar de se tratar de fundos-espelho, sob o guarda-chuva do próprio Itaú.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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