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20/07/2017

Livraria Cultura compra operação da Fnac no Brasil

Por Adriana Mattos | De São Paulo

A Fnac, que faturou cerca de R$ 490 milhões no país no ano passado, agora receberá royalties pelo uso de sua marca

Após cerca de quatro meses de negociações, a Livraria Cultura anunciou ontem a compra da operação no país da varejista francesa Fnac, numa transação que deve redefinir o rumo da rede brasileira. O Valor apurou que a Saraiva chegou a avaliar a aquisição do negócio, mas as conversas não avançaram. A Fnac havia anunciado no início do ano a intenção de buscar um sócio ou comprador para a filial.

Com o acordo fechado com a Cultura, os franceses deixam de comandar a operação no país após 18 anos. A marca da Fnac, principal ativo da rede, continuará a ser utilizada, agora por meio de um contrato de licenciamento. Segundo fonte, esse contrato de exploração da marca deve ter um período pré-determinado. As partes concordaram em conceder a licença, gerando royalties para a matriz na França e, ao mesmo tempo, garantindo à Cultura a possibilidade de usar a força do nome, ainda existente em certos mercados, apesar do recente processo de encolhimento da operação local.

Com a transação, informada em comunicado das companhias ao mercado, a Cultura passa de 18 para 30 unidades no país. Segundo uma fonte do setor, seu faturamento anual mais que dobra, subindo dos atuais R$ 390 milhões para pouco mais de R$ 880 milhões, considerando dados de 2016. Para efeito de comparação, a líder Saraiva vendeu R$ 1,9 bilhão no ano passado e a Fnac faturou em torno de R$ 490 milhões.

A Cultura, portanto, ainda continua como a segunda livraria do país, mas diminui a diferença em relação à Saraiva. A finalização da operação está prevista para as próximas semanas. As empresas não concederam entrevista sobre o assunto.

As redes não informam valor envolvido no acordo, assim como forma de pagamento à Fnac. Especialistas ressaltam que o negócio foi fechado após um período em que a Cultura registra vendas em queda, busca melhorar o ciclo financeiro e passou por uma fase de renegociação de pagamentos com fornecedores, o que levanta questionamentos no mercado sobre a forma como a Cultura vai arcar com os gastos da compra.

De qualquer forma, é uma transação que tem relevância especialmente pela oportunidade que abre de negócios para a Cultura, mais do que pelo valor envolvido da venda. A Fnac não tem grandes ativos no país – não é dona de nenhum dos 12 pontos que opera (atualmente todas as lojas são alugadas) e o centro de distribuição em Jandira (SP) é de uma empresa terceirizada. O que deve ocorrer é uma transferência de contratos de aluguel, além da compra dos estoques da Fnac, que já registram queda nos últimos anos, com o encolhimento da operação brasileira.

No acordo fechado com a Cultura, a rede francesa menciona em comunicado que fará uma “recapitalização na operação brasileira”. Segundo fonte, recursos ainda devem ser aplicados pela Fnac na revitalização de lojas no país nos próximos meses.

Com o direito de uso da marca, a Cultura tentará dar um salto na sua estratégia digital, algo que já era ponto central dos planos da rede. Boa parte das sinergias que devem ser geradas com a aquisição se darão no comércio eletrônico. A Fnac, após uma troca de CEO, em 2016, remodelou seu site e sua estrutura de distribuição. A Cultura seguiu o mesmo caminho, o que abre agora terreno para ganhos maiores nesse braço de negócio – 30% das vendas da Cultura vêm de seu site e há uma meta de duplicar esse patamar para 60%.

Ainda deve ser feito um trabalho dentro da Fnac de reforçar o conceito de inovação e tecnologia, que acabou perdendo força com a redução de investimentos da Fnac na filial. Segundo uma fonte ouvida, a Fnac já iniciou conversas para retomar acordos de fornecimento com grandes marcas de eletroeletrônicos, que reduziram drasticamente as vendas desde 2016.

“Há inevitáveis ganhos de sinergia que a Cultura irá conseguir por causa da duplicação de estrutura em escritórios, na logística e em redução de despesas operacionais. E praticamente não há canibalização, porque Cultura e Fnac não tem pontos sobrepostos”, diz Alberto Serrentino, sócio da Varese Retail.

Em nota, a Cultura informou que o acordo entre os dois grupos “criará valores e sinergias, compartilhando culturas similares e o comprometimento com a promoção da cultura no Brasil e permitirá que a Livraria Cultura diversifique seus negócios adicionando novas linhas de produtos e serviços”.

Em seu comunicado, a Fnac afirma que a Cultura apresenta “um projeto setorial favorável ao Brasil” e o acordo permitirá “diversificar a atividade da Cultura com a agregação dos produtos técnicos da Fnac”.

Sobre as negociação para aquisição da Fnac, a Saraiva informa que não comenta rumores.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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