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27/07/2017

Lucro contábil do Bradesco cai 5,4% no trimestre, a R$ 3,911 bilhões

Por Talita Moreira e Álvaro Campos | Valor

SÃO PAULO – O Bradesco obteve lucro líquido contábil de R$ 3,911 bilhões no segundo trimestre de 2017, uma queda de 5,4% na comparação com o mesmo período do calendário anterior. O lucro ajustado ficou em R$ 4,704 bilhões, aumento de 13% na mesma base de comparação.

Analistas ouvidos pelo Valor projetavam lucro ajustado de R$ 4,430 bilhões. Os dados relativos ao banco incluem a consolidação do HSBC de julho de 2016 em diante.

A margem financeira total ficou em R$ 15,484 bilhões no segundo trimestre deste ano, alta de 3,5% na comparação anual.

A despesa com provisão para devedores duvidosos (PDD) correspondeu a R$ 4,970 bilhões, queda de 1,1% ante o segundo trimestre de 2016.

A inadimplência acima de 90 dias foi de 4,9% no segundo trimestre, ante 5,6% no primeiro trimestre e 4,6% no segundo trimestre do calendário anterior.

A carteira de crédito expandido somava R$ 493,6 bilhões no fim de junho, queda de 1,8% em três meses e alta de 10,3% em 12 meses. O retorno sobre patrimônio líquido médio foi de 18,2% no segundo trimestre.

O Bradesco apontou ainda que o total de ativos no trimestre somou R$ 1,291 trilhão, ante R$ 1,294 trilhão no primeiro trimestre e R$ 1,105 trilhão no mesmo intervalo de 2016. A alta anual deve-se, em parte, à consolidação do HSBC a partir de julho do calendário passado.

A margem financeira de juros atingiu R$ 31,678 bilhões no primeiro semestre de 2017, apresentando crescimento de 7,3% em relação a um ano antes.

Entre os eventos extraordinários que tiveram impacto no lucro líquido contábil, o Bradesco contabilizou R$ 1,370 bilhão no primeiro semestre relativos a amortização de ágio (bruto). Além disso, outros R$ 210 milhões foram registrados em função de mudança regulatória na Cielo.

Crédito

O Bradesco continuou a apresentar queda no crédito a pessoa jurídica no segundo trimestre deste ano, ainda refletindo o cenário econômico e a demanda fraca.

De acordo com o banco, o estoque de operações com grandes empresas recuou 2,3% em relação ao fim de março. No segmento de micro, pequenas e médias companhias, a queda foi de 4,1%. A carteira de pessoas físicas mostrou estabilidade.

Em relação a junho de 2016, o estoque de operações com grandes empresas avançou 13,8%, o que, em parte, reflete a compra do HSBC. A carteira de micro, pequenas e médias empresas, no entanto, encolheu 5%. O volume de crédito a pessoas físicas aumentou 15,5% no período, impulsionado por financiamento imobiliário, cartão de crédito e consignado (operações com desconto em folha de pagamento).

As operações com empresas representaram 65,1% da carteira de crédito expandida do Bradesco.

Projeções

O banco reduziu suas projeções para a carteira de crédito expandida e agora prevê uma queda de 1% a 5% no saldo neste ano. O Bradesco também passou a prever um crescimento menor da margem financeira de juros, que agora deve se expandir entre 2% e 6% neste ano, em vez de entre 3% e 7%.

Por outro lado, as despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) — item que pesou nos balanços dos bancos no ano passado — devem desacelerar. A nova projeção do Bradesco indica que elas ficarão entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões neste ano. A estimativa anterior era de R$ 21 bilhões a R$ 24 bilhões.

As despesas com PDD totalizaram R$ 9,832 bilhões entre janeiro e junho, com queda de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

O banco reduziu para a faixa de 8% a 12% a estimativa de crescimento da receita com prestação de serviços, que antes era de 12% a 16%. As despesas operacionais devem crescer de 7% a 11%, abaixo da estimativa dada no início deste ano, de 10% a 14%.

O Bradesco manteve a projeção de crescimento de 6% a 10% dos prêmios de seguros.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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