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04/08/2017

Lucro de bancos privados sobe 17%, mas crédito patina

Por Vinícius Pinheiro e Talita Moreira | De São Paulo

Com o pior momento da inadimplência ficando no retrovisor, os três maiores bancos privados brasileiros voltaram à rotina de lucros em alta, interrompida no ano passado com o aumento dos calotes em meio à retração econômica. O resultado combinado de Itaú Unibanco, Bradesco e Santander atingiu R$ 26,3 bilhões no primeiro semestre, alta de 17% em relação ao mesmo período de 2016.

A redução nas despesas de provisão para cobrir perdas no crédito foi a grande responsável pela melhora no lucro. Na primeira metade do ano, as provisões custaram R$ 24,2 bilhões aos bancos, uma queda de 23% na comparação com o primeiro semestre de 2016. Os índices de calotes apresentaram melhora em todas as linhas, embora ainda permaneçam acima dos patamares pré-crise.

Mesmo com a melhora na inadimplência, o ritmo de concessão de novos financiamentos voltou a decepcionar e já coloca dúvidas sobre como os bancos pretendem se manter rentáveis. A preocupação com a demora na volta do crédito se tornou mais relevante com a queda da taxa básica de juros (Selic) para o patamar de um dígito, que gera um novo fator de pressão para a margem dos bancos.

A expectativa de analistas e investidores era que os balanços do segundo trimestre trouxessem os primeiros sinais de retomada do crédito. Mas não foi o que ocorreu. O saldo dos financiamentos nos três grandes bancos privados recuou 0,7% em relação ao fim de março. E o resultado seria ainda pior se não fosse a variação cambial favorável do período.

Os bancos se dizem prontos e dispostos a emprestar, e alegam que o problema está na demanda por empréstimos, não na oferta. Os “eventos de maio” afetaram a procura por crédito, segundo o presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, em uma referência ao agravamento da crise política com a revelação da delação premiada dos donos do frigorífico JBS.

“Agora provavelmente a demanda será retomada em um ritmo mais lento”, afirmou, em teleconferência com analistas. A expectativa do Itaú é que a carteira de crédito encerre o ano no piso das estimativas feitas pelo banco, que variam entre estabilidade e um crescimento de 4%.

O Bradesco foi além e revisou para baixo as estimativas. O banco espera agora uma redução de 1% a 5% no saldo da carteira de crédito neste ano. A projeção anterior era de uma alta de 1% a 5%. Para o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, a economia teve um peso maior na baixa demanda por crédito do que as notícias vindas de Brasília. “Não foi o fator político que definiu essa trajetória”, afirmou, em teleconferência com a imprensa para comentar o balanço.

Apesar da redução do crédito e dos juros, os bancos privados conseguiram manter a margem financeira praticamente inalterada, com queda de apenas 1% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Com um grande volume de empréstimos concedidos a taxas prefixadas no balanço, os bancos têm conseguido neutralizar o impacto da queda da Selic. Mas esse efeito tem prazo limitado. A expectativa de analistas é que os bancos tenham “gordura” para queimar nas margens até o fim deste ano, quando os financiamentos atuais começarem a ser renovados a juros menores.

Para manter as receitas com crédito a partir do próximo ano, os bancos precisam compensar a redução nas taxas emprestando mais. Um movimento que, para alguns analistas, já deveria ter começado. “Se os ativos não crescerem, vai ser difícil aumentar os resultados no próximo ano”, afirmou o presidente do Itaú.

O Bradesco apontou o lado positivo da queda da Selic, que deverá estimular a demanda por financiamentos e diminuir o custo de carregamento das dívidas das empresas, em especial aquelas em dificuldades. “Nós não subestimamos o impacto do afrouxamento monetário na demanda por crédito”, disse Trabuco.

Historicamente menos lucrativo, o Santander foi o único entre os grandes bancos privados a registrar aumento na carteira de crédito tanto na comparação trimestral como em relação a junho do ano passado.

Com foco em operações com pessoas físicas e pequenas e médias empresas, que possuem spreads melhores, mas têm um risco maior, a unidade brasileira da instituição espanhola apresentou o maior crescimento entre os bancos privados no segundo trimestre. O lucro da instituição somou R$ 2,335 bilhões no trimestre, o que representa alta de 19,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Tanto os indicadores de crédito quanto o de custo estão sob controle e tivemos um aumento de eficiência muito forte”, disse o presidente do Santander, Sergio Rial, a jornalistas. O executivo destacou o impacto positivo que a aposta no varejo – segmento em que o crédito vem se recuperando com maior rapidez – na margem financeira do banco.

A melhora no resultado também ajudou o Santander reduzir a distância para os concorrentes privados em rentabilidade, embora ainda tenha um longo caminho a percorrer. Para os analistas do Goldman Sachs, a missão do banco ficará mais difícil nos próximos trimestres. “Com as fontes de receita sujeitas a maior pressão, as despesas do banco teriam de cair ainda mais para os níveis de rentabilidade serem mantidos, o que achamos improvável”, escreveram os analistas, em relatório a clientes.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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