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05/02/2014

Mercado aponta ano de fortes oscilações

O ano começou com expressiva variação negativa na cotação do minério de ferro. Em janeiro, o preço da mais importante commodity na pauta de exportações brasileiras caiu 8,6%. Após alguns dias de estabilidade, com a redução dos negócios enquanto os compradores chineses celebram o Ano Novo do país, nesta semana, os movimentos intensos devem voltar. Para o nível de preços, os analistas e empresas do setor têm previsões variadas para o ano. A avaliação comum, no entanto, é de que 2014 promete bastante volatilidade.

As oscilações, na visão de quem acompanha o mercado, serão muito mais intensas do que as do último semestre do ano passado. Na segunda quinzena de julho de 2013, a cotação atingiu US$ 130 por tonelada e não caiu abaixo deste patamar até dezembro, tendo atingido a máxima do semestre em agosto – US$ 142,80 a tonelada. Agora, o cenário é de mais incertezas em torno do vigor do crescimento da China, que é responsável por metade do minério consumido no mundo.

Considerando uma conjuntura de desaceleração do consumo, a tendência é de preços em baixa até que diversas unidades de produção não se sustentem. Com isso, as minas menos competitivas saem de cena e logo o mercado se reequilibra. Esse piso, segundo especialistas, estaria em um preço entre US$ 90 e US$ 100 por tonelada. Nas contas do Credit Suisse, um patamar de US$ 85 a tonelada deixaria 25% das produtoras globais em situação de caixa negativo.

A partir daí, pode-se esperar um retorno ao nível de US$ 120 a US$ 130 a tonelada. Mas quando esse teto é atingido, as siderúrgicas chinesas costumam consumir seus estoques, o que leva a uma natural queda nas cotações.

Assim, os analistas mais pessimistas projetam o preço do minério abaixo de US$ 110 a tonelada, em média, neste ano. Mas há estimativas que apontam para valores médios superiores a US$ 120. De qualquer forma, o preço será inferior ao do ano passado. Nenhum especialista do setor prevê que a cotação vai superar a média de US$ 135 em 2013.

A própria Vale, maior mineradora de ferro do mundo, diz trabalhar com estimativa de US$ 120 a tonelada. Em média, dez bancos consultados pelo Valor estimam US$ 115. Itaú e Goldman Sachs preveem os menores preços – US$ 107 e US$ 108, respectivamente. As projeções mais altas são do JP Morgan (US$ 125) e do RBC Capital Markets (US$ 121). As outras instituições consideradas na média foram Barclays, Nomura, Deutsche Bank, Citi, Credit Suisse e Bank of America Merrill Lynch (BofA).

Em janeiro, a cotação ficou mais próxima dos US$ 130 por tonelada, em US$ 127,9 a tonelada, em média, valor que já é 6% inferior ao de dezembro.

Neste início de ano, o recuo nos preços vem sendo impulsionado principalmente por previsões de um aumento considerável da oferta global de minério nos próximos 24 meses. O Deutsche Bank estima um adicional de volume ao mercado de 170 milhões de toneladas já em 2014. A maior parte deste volume viria de expansões de projetos em Pilbara, uma das principais regiões produtoras do mundo, na Austrália.

Ao mesmo tempo, não se espera uma forte alta da demanda e dados da China vêm dando sinais de desaceleração na atividade industrial. Em relatório recente, o Credit Suisse estimava um crescimento de oferta de minério de ferro de 11% neste ano, considerando os embarques internacionais, e um aumento de apenas 7% na demanda, também levando em conta os embarques em navios.

Para a Vale, uma das mais importantes fornecedoras de minério ao mercado chinês, mesmo um nível de preços um pouco mais baixo que o atual é considerado bom. As reservas da empresa têm teor de ferro no minério superior ao de outros locais do mundo, o que costuma lhe permitir cobrar preços mais altos do que os de seus concorrentes. Apesar de o gasto logístico ser mais alto do que o da entrega de minério por empresas australianas, a mineradora brasileira vem nos últimos anos em busca de redução de custos e venda de ativos menos importantes.

É fato que um preço mais baixo tende a pressionar as ações da Vale na bolsa. A correlação entre os papéis da companhia e o preço médio da commodity negociado na China é alta. A Fator Corretora, em relatório recente, destaca que “o minério de ferro continua atrapalhando a vida da Vale”.

Para quem acompanha a empresa, o consultor em mineração José Mendo sugere analisar os preços médios em prazos mais longos. Quem olhar apenas o quarto trimestre do ano passado, por exemplo, pode esperar resultados melhores da empresa, já que o preço médio estava 11,5% superior ao do mesmo período de 2012. No entanto, quem observar os preços de janeiro deste ano tende a esperar resultados piores para a Vale. A cotação mensal média ficou em US$ 128 por tonelada. Se permanecer neste nível em fevereiro e março, será 10% inferior ao valor dos primeiros três meses de 2013.

Via: Jornal Valor

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