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03/08/2017

Mercado de capitais atrai novos emissores

Por Talita Moreira e Daniela Meibak | De São Paulo

A retração do crédito atingiu também companhias de maior porte, que recorreram ao mercado de capitais – ainda mais seletivo que o bancário – para baratear e alongar o funding.

Foi o caso de JSL, que fez no mês passado sua primeira emissão de bônus no exterior, quando levantou US$ 325 milhões com a venda de títulos de sete anos. Na ocasião, o diretor financeiro da empresa de logística, Denys Ferrez, afirmou ao Valor que as regras de Basileia têm encarecido muito o financiamento bancário e, por isso, a estratégia é diversificar as fontes de recursos. Nos últimos anos, a companhia também emitiu debêntures e certificados de recebíveis do agronegócio (CRA). A JSL rolou R$ 2,1 bilhões em dívidas entre janeiro e junho.

No caso da captação externa, a companhia conseguiu alongar o prazo e aumentar o volume levantado, com um custo considerado favorável pelo diretor. Depois do hedge cambial, a taxa ficou cerca de 150 pontos-base acima da sua última emissão de debêntures, de 125,5% do CDI. “Pelo prazo, vale a pena. Emitimos um bônus de sete anos, enquanto as debêntures vencem em quatro”, disse Ferrez.

As emissões de títulos de renda fixa no Brasil e no exterior somaram R$ 91,2 bilhões no primeiro semestre, uma alta de 19,1% frente ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Anbima, associação que reúne as instituições que atuam no setor.

Daniel Vaz, chefe da área de renda fixa do BTG Pactual, disse estimar em R$ 10 bilhões o volume de emissões no mercado local nos próximos três meses. “Com a queda da Selic, os fundos precisam tomar um pouco mais de risco, o que tem reduzido os spreads”, afirmou.

Em busca de novos papéis, os investidores têm sido receptivos a emissores novatos. É o caso da locadora de veículos Movida, que captou recentemente R$ 400 milhões em debêntures. Outras estreantes estão preparando operações para colocar no mercado, como a Somos Educação e a rede de laboratórios Alliar.

Também tem havido espaço para companhias que há muito não acessavam o mercado. Depois de passar anos totalmente dependente de linhas bancárias, a distribuidora de energia Light emitiu, em julho, R$ 400 milhões em debêntures.

A operação foi possível porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou uma revisão tarifária que levou a um reajuste de 10,45% e equacionou um desequilíbrio econômico-financeiro na distribuidora. “Muitas empresas com relacionamento bancário forte não acessam o mercado de capitais de forma recorrente. Era o caso da Light, que tinha dívida elevada, mas nenhum papel negociado no mercado”, afirmou Bruno Constantino, um dos sócios de mercado de capitais da XP Investimentos, que coordenou a operação.

A combinação de bancos mais restritivos e investidores à procura de ativos tem levado a um aumento da distribuição de títulos de renda fixa no mercado local. Quase 80% do volume total de operações originadas de janeiro a maio foi escoado para o mercado. Essa fatia foi de apenas 25,2% no mesmo período do ano passado e de 46,1% em 2016 como um todo, segundo dados da Anbima. É uma mudança significativa em relação ao comportamento que se via alguns anos atrás, quando os próprios bancos absorviam grande parte dos papéis que estruturavam.

“Com a correção das distorções no crédito direcionado e as regras de Basileia 3, os bancos não vão poder rodar mais do mesmo jeito”, observou Alexandre Müller, gestor de crédito da JGP. “Esses fatores pesam mais do que a própria crise.”

No entanto, ainda faltam papéis no mercado, observa. Em geral, as grandes gestoras só podem alocar recursos em ativos com rating altíssimo e, em boa parte dos casos, de companhias abertas. “Quem não se encaixa no perfil acaba indo para o crédito bancário, mas não é saudável a economia depender tanto dele”, ponderou Müller.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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