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05/02/2014

Mineradoras perdem 57% de seu valor em três anos

“Se o projeto é excelente, há alguma chance de obter recursos. Se é bom, é muito difícil. Mas se é médio, pode esquecer”. As frases do presidente da canadense Largo Resources, Mark Brennan resumem bem a situação do setor mineral. A dificuldade para levantar recursos para novos projetos de mineração é muito grande hoje e isso se reflete nos dados da principal bolsa para o setor, a de Toronto, non Canadá. Em três anos, o valor de mercado das empresas de mineração listadas no país caiu para menos da metade. De pouco mais de meio trilhão de dólares canadenses em 2010, passou a C$ 240 bilhões no ano passado.

Além de verem o derretimento de suas ações, as companhias não conseguem recursos adicionais para seus projetos, muitos em fases iniciais. Na prática, a principal fonte de recursos secou.

Até 2008, era relativamente fácil conseguir recursos em Toronto. O momento era favorável. A tendência era de alta das commodities minerais, e o cenário macroeconômico era de otimismo, com o surpreendente crescimento econômico chinês. Assim, companhias com projetos já em andamento – ou ainda no papel – conseguiam se capitalizar.

“Mesmo jazidas com teores mais baixos eram viáveis”, diz Elmer Prata Salomão, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM).

Até 2010, o setor ainda avançava, a despeito da crise financeira global que estourou dois anos antes. Naquele ano, o número de companhias de mineração listadas em Toronto ultrapassou 1,5 mil, 42% do total. Juntas, elas somavam um quarto da capitalização total de mercado da bolsa.

Mas o cenário mudou. A crise europeia e a desaceleração do crescimento chinês deixaram os investidores receosos e mais seletivos. Ao mesmo tempo, os preços das commodities passaram a cair, e a mineração deixou de ser uma opção atrativa.
O ouro, por exemplo, que é a matéria-prima de mais da metade das mineradoras na bolsa de Toronto, caiu fortemente. De um patamar de US$ 1,8 mil a onça em 2012, agora está em US$ 1,2 mil, o que desestimula investidores. “Muitos projetos têm sua viabilidade ancorada em um preço de US$ 1,6 mil”, diz Salomão.

Assim, os investimentos passaram a ficar mais escassos. No ano passado, levantamento da PricewaterhouseCoopers (PwC) mostrava que os anúncios de desembolsos em mineração somavam US$ 110 bilhões, 21% abaixo dos US$ 140 bilhões de 2012.

Parte do dinheiro que antes entrava nos caixas das chamadas “junior companies” (empresas de pesquisa ou têm projetos em fase inicial) passou a ser aplicado em outros negócios ou em produtos financeiros. “No caso do ouro, investidores começaram a vender as ações para comprar o metal físico ou então aplicar em fundos e ativos tidos como mais seguros”, diz o presidente de uma junior company com ações no Canadá e projeto no Brasil que preferiu não ser identificado.

Os investidores mantiveram seus recursos no setor – muitos deles porque não queriam vender ações já desvalorizadas – deixaram de fazer novas aplicações.

Apenas projetos em estágios mais avançados passaram a conseguir recursos. “Só quem chegou a um estágio de baixo risco consegue se capitalizar hoje”, diz Salomão. Como alternativa, muitas companhias estão tentando apresentar seus projetos e buscar recursos em outros mercados, como na bolsa de Londres. Ou então buscam sócios fora do país, na China, por exemplo.

Mesmo com as instalações já prontas para operar e os recursos necessários levantados, Brennan, que preside a Vanádio de Maracás, diz que seus investidores frequentemente manifestam preocupações, dado o momento ruim do setor. A companhia está prestes a inaugurar uma operação de vanádio, em Maracás, na Bahia.

Outras empresas com atuação no Brasil não escaparam. Do total das companhias listadas em Toronto, 50 têm projetos no país – em ouro, cobre, níquel e outros metais. Segundo apurou o Valor, ao menos 14 delas estão em recuperação judicial, com sérios problemas financeiros, projetos suspensos ou atividades reduzidas.
Entre elas estão Carpathian Gold, Colossus Minerals, Jaguar Mining, Rio Novo Gold, Eldorado Gold, Aura Minerals, Talon Metals, Amarillo Gold, Magellan Minerals e Tristar Gold.
As empresas com projetos no Brasil tiveram o agravante da mudança de regulamentação do setor mineral, que trouxe mais incertezas aos investidores. “O marco da mineração que está em discussão no país acaba tendo um efeito adverso, que é a insegurança. E há uma moratória mineral desde 2011, o que deixa o investidor perplexo”, diz Salomão. Em um momento de mercado em baixa, o governo teria que criar facilidades, e não empecilhos, ele acrescenta.

Além disso, governos e entidades passaram a exigir mais qualificação e mais medidas de preservação do meio ambiente, o que é positivo, mas encareceu projetos ao exigir investimentos maiores em tecnologias, diz o consultor de mineração José Mendo. “Em um cenário econômico que já é mais desafiador, a mineração ainda passou a ter dois desafios”, afirmou.

Para as empresas maiores, como a Vale, o momento é desfavorável, mas não fatal. Por ter uma grande diversificação e uma posição de liderança em seu mercado prioritário – o de minério de ferro -, acaba conseguindo ser lucrativa. Em momentos difíceis, as empresas mais tradicionais conseguem reduzir preços e operar em jazidas com menores custos, diz Mendo. Entre as pequenas, ele diz ver melhores desempenhos entre as companhias que produzem agregados minerais para a construção civil, com demanda mais forte no país.

Via: Jornal Valor

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