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22/05/2017

Minoritário da Alpargatas quer barrar Novo Mercado

Por Thais Carrança | De São Paulo

Preferencialistas da fabricante de Havaianas dizem que a razão de troca proposta pela J&F não tem fundamento
Em meio ao turbilhão político envolvendo a controladora J&F Investimentos, a calçadista Alpargatas, fabricante dos chinelos Havaianas, poderá encontrar dificuldades em seu plano de migração para o Novo Mercado, segmento de mais elevada governança corporativa da B3 (novo nome da BM&FBovespa).

Um grupo de acionistas detentores de papéis preferenciais da companhia se articula para votar contra a proposta de conversão das ações PN em ON, à proporção de 1,3 para 1, em assembleia a ser realizada em 2 de junho.
Embora sejam favoráveis à unificação das ações e à transferência ao Novo Mercado, os preferencialistas discordam da proporção de conversão. Segundo um investidor que participa das negociações do grupo, esses minoritários acreditam já ter 40% de votos contrários, do total das PN em circulação, e avaliam que podem chegar a mais de 50%, com estrangeiros que ainda não se manifestaram oficialmente.

Além de votar contra a conversão, os detentores de PN querem também impedir que minoritários com participação nas duas classes de ações possam votar na assembleia exclusiva para preferencialistas, alegando que estes investidores têm um conflito de interesses, por se beneficiarem do prêmio das ON na conversão.

A Alpargatas comunicou em 20 de abril sua intenção de migrar para o Novo Mercado. O anúncio logo causou reação entre analistas e investidores, devido à relação de troca considerada fora do padrão histórico, muito favorável aos detentores de ações ordinárias e, portanto, aos controladores. Na maioria das migrações da última década, a conversão de papéis foi feita à proporção de 1 para 1.

A relação de troca apresentada pela J&F Investimentos, com base em laudo elaborado pelo Bradesco BBI, embute um prêmio de controle que eleva a fatia da holding de 54% para 59%. As ações em circulação seriam reduzidas de 34% a 30% do capital total.

Preferencialistas que votarem contra a conversão terão assegurado o direito legal de retirada. Mas o preço do reembolso, que tem como base o valor patrimonial, de R$ 4,27 por ação PN, não é economicamente vantajoso.

Os preferencialistas acreditam que a relação de troca não tem fundamento técnico, com base em três argumentos principais. O primeiro deles é que quando a J&F comprou o controle da Alpargatas da Camargo Corrêa, em dezembro de 2015, a holding pagou o mesmo preço por ações ordinárias e preferenciais. “Por que então agora teria um prêmio?”, questiona o investidor. O segundo argumento é que as ações preferenciais da Alpargatas têm direito a um dividendo 10% maior do que as ordinárias. Assim, usando uma metodologia de avaliação de ações que considera o fluxo futuro de dividendos trazido a valor presente, a PN teria que valer mais.

O argumento final leva em conta que, nos últimos anos, praticamente todas as operações de unificação de ações para migração ao Novo Mercado foram feitas à proporção de 1 para 1, à exceção daquelas que têm “critérios objetivamente verificáveis”, no jargão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em parecer de orientação sobre o tema.

O quanto a relação de troca da Alpargatas está fora da curva é evidenciado, por exemplo, por duas operações de migração para o Novo Mercado da B3 em andamento atualmente, cita o preferencialista, que preferiu permanecer anônimo. Na Eletropaulo, a relação de troca deverá ser de 1 para 1, e na Vale, de 1,06 PN para cada 1 ON.

Com os argumentos alinhados, o grupo de preferencialistas contrários à conversão acredita ter votos suficientes para barrar a operação no dia 2. Esperam ainda conseguir que preferencialistas que também são detentores de ações ON sejam impedidos de votar, com base no parecer de orientação 34 da CVM.

Se isso acontecer, o investidor Silvio Tini – segundo maior acionistas da Alpargatas, com pouco mais 10% das ON e 10% das PN da calçadista, em fatias detidas diretamente e por meio da holding Bonsucex – deverá ser o mais afetado pela medida.

No dia 2 serão realizadas duas assembleias. Entre ordinaristas, Tini deverá ter o voto principal, com a abstenção do controlador para evitar conflito de interesses.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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