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26/05/2017

Negócios no Brasil afetam resultado do grupo Votorantim

Por Renato Rostás | De São Paulo

Sérgio Malacrida, diretor financeiro, diz que companhia terá em 2018 processo de desalavancagem mais acelerado
Com despesas não recorrentes e uma contribuição menor de suas controladas, a Votorantim S.A. fechou o primeiro trimestre no vermelho. O grupo teve prejuízo líquido consolidado de R$ 546 milhões, contra lucro de R$ 144 milhões um ano antes.

Mas daqui para frente, a perspectiva é de melhora nos resultados. A valorização do dólar frente ao real, causada pela turbulência política recente no Brasil, traz efeito líquido positivo para as operações, disse ao Valor o diretor financeiro, Sergio Malacrida. Apesar do impacto no endividamento, o desempenho no exterior deve ser reforçado com essa alta da taxa cambial.

Os negócios mais expostos, acrescentou o executivo, são o da Votorantim Metais, da Citrosuco e da Fibria – todas grandes exportadoras. As duas últimas, contudo, não são consolidadas integralmente no balanço do grupo porque têm controle compartilhado. Além disso, ele lembra que as atividades da Votorantim Cimentos fora do Brasil também têm elevado sua significância.

No primeiro trimestre, a contribuição da equivalência patrimonial foi de R$ 141 milhões, 58% a menos do que no mesmo período de 2016. Essa queda se deu principalmente pelo resultado bem menor da Fibria – que gerou R$ 96 milhões ao grupo, um terço do observado um ano antes. O Banco Votorantim, apesar do lucro de R$ 127 milhões, trouxe efeito negativo de R$ 33 milhões porque o grupo consolida os números pelas normas contábeis internacionais do IFRS e o banco, pelo Cosif, específico da área financeira. A parcela da Citrosuco foi de R$ 47 milhões.

Atualmente, quase 70% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) do grupo é gerado de suas operações no exterior – em especial as de zinco, além do negócio de cimento. Da receita líquida total da companhia, 48% são gerados fora.

Entre janeiro e março, a receita líquida da Votorantim S.A. caiu 6%, em comparação anual, para R$ 5,85 bilhões, principalmente pelo enfraquecimento da Votorantim Cimentos e pelo desligamento das operações de níquel. O Ebitda ajustado recuou, ao mesmo tempo, 28%, atingindo R$ 625 milhões.

Grupo tem 7% da dívida bruta de R$ 24 bilhões, no curto prazo e conta com um caixa para cobri-la de R$ 9 bilhões
A holding terminou março com dívida líquida de R$ 15,83 bilhões, 8% a mais do que em dezembro, marcação anterior. Já a alavancagem (dívida líquida sobre Ebitda) subiu pelo terceiro trimestre consecutivo, fechando em 3,9 vezes. O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 1,18 bilhão, ante queima de R$ 100 milhões no primeiro trimestre de 2016.
“Mas não me preocupo com a dívida no momento”, comentou Malacrida. “Não me preocupo com a foto, e sim com o filme.”

Apenas 7,1% da dívida bruta de R$ 24,23 bilhões do grupo está no curto prazo – para pagamento em 12 meses – e o caixa para cobri-la é de R$ 9,02 bilhões. A alavancagem vem em direção ascendente, mas muito por conta da deterioração operacional.

“Um ponto relevante do nosso trabalho aqui é que continuamos sem nenhum projeto novo que demande investimentos, o que deve diminuir esse valor no ano que vem, quando teremos um processo de desalavancagem mais acelerado”, explicou o executivo.

No trimestre, apenas a Votorantim Metais Holding (VMH) registrou lucro, de R$ 90 milhões – 40,8% a menos em base anual. A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), por sua vez, apurou prejuízo de R$ 173 milhões, em função de resultados da venda de energia. A VC teve perda de R$ 229 milhões – fortemente afetada pelo fraco mercado de cimento no país, fruto da retração da construção imobiliária e de obras de infraestrutura.

Também a Votorantim Siderurgia, que agora reúne somente as operações fora do Brasil argentina e Colômbia), registrou resultado negativo – R$ 2 milhões. A operação Brasil, em fevereiro, foi incorporada pela ArcelorMittal.
No mercado interno, a Votorantim ainda acredita em procura muito fraca por cimentos, em meio à contínua queda da construção civil. Para metais, a demanda vinha demonstrando recuperação – ao menos até a crise política que atingiu o país na semana passada. O mix de produtos da CBA estava melhorando, com mais transformados, e até mesmo o consumo de zinco encontrava-se em retomada.

“A nova crise política ainda é muito recente, mas do ponto de vista de mercado como um todo, acho que a primeira turbulência foi a pior”, disse Malacrida. “Acho que o cenário ideal para se resolver é se as reformas estruturais [trabalhista e da Previdência, por exemplo] caminharem. É o cenário que beneficia não só Votorantim, mas todo o Brasil, pois são importantes para o ambiente macroeconômico e de investimentos”, acrescentou.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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