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11/05/2017

Oi reduz prejuízo para R$ 200 milhões no 1º tri

Por Ivone Santana | De São Paulo

Schroeder, presidente da Oi: convergência entre acionistas e credores

A operadora Oi reduziu seu prejuízo líquido consolidado em 89% no primeiro trimestre deste ano, para R$ 200 milhões, ante perda de R$ 1,84 bilhão em igual período de 2016. “Houve uma grande evolução no operacional e na despesa financeira, que caiu bastante”, disse o presidente da Oi, Marco Schroeder. Ele lembra que, no quarto trimestre de 2016, o prejuízo era de R$ 3,3 bilhões.

A receita líquida total, consolidada, diminuiu 2,8% no trimestre, para R$ 6,16 bilhões. Segundo o executivo, houve influência negativa das condições macroeconômicas. Com o desemprego, inflação e o aumento da taxa de ICMS no começo do ano, os consumidores foram também penalizados, o que se refletiu em menos recargas nos celulares pré-pagos.

No segmento corporativo também houve queda na receita, de 1,8% na comparação anual, para R$ 6,5 bilhões. O executivo disse que a Oi tem dependência de governos estaduais e municipais, que estão revendo contratos e reduzindo gastos por causa da crise econômica.

Apesar de ter registrado queda nos gastos de rotina de 9,9% no período, para R$ 4,3 bilhões, isso não compensou a evolução da receita, disse o executivo.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) reportado da Oi atingiu R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre, em termos consolidados, volume 2,4% menor que um ano antes.

O investimento cresceu 1,9% no Brasil, para R$ 1,2 bilhão. “Estamos focados na redução de custos e no projeto digital.” A prioridade de aportes foi em infraestrutura e modernização e expansão da rede de transporte.

No fechamento do trimestre, a Oi atingiu 63,3 milhões de clientes, recuo de 8,8% em relação a igual trimestre do ano passado. A maior queda foi em clientes pré-pagos (14,8%); no pós-pago, a redução foi de 0,2%. O segmento residencial, com a rede fixa, teve queda de 1,7%, para 16,3 milhões de clientes. Já a TV paga cresceu 14,4%.

A geração de caixa perdeu para o pagamento do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). A Oi gerou R$ 510 milhões durante o primeiro trimestre, mas pagou R$ 660 milhões do Fistel. Com isso, o caixa ficou em R$ 7,69 bilhões ao fim de março, ante R$ 7,8 bilhões em dezembro.

Em recuperação judicial, a Oi reduziu a dívida líquida consolidada em R$ 236 milhões entre o primeiro trimestre de 2016 e o atual, atingindo R$ 40,6 bilhões. Entretanto, o impacto é pequeno diante da dívida total superior a R$ 65 bilhões.

Para Schroeder, a saída para reestruturação da dívida é uma convergência entre acionistas e credores para colocar recursos novos na companhia. “Para nós não tem problema, chegou o momento de fechar o acordo”, disse. Se nem todos quiserem aderir, podem entrar investidores numa segunda etapa.

“A grande maioria entendeu a proposta da companhia, que é equilibrada. A discussão é quanto entregar de equity pela redução da dívida e quanto de aumento de capital e diluição [dos acionistas].”

A discussão, diz o executivo, continua em torno de qual é o valor e o preço das ações e qual percentual a empresa entregaria pelo aumento de capital. Se houver definição, as condições para o aumento de capital, e não a captação, deve ocorrer antes de setembro.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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