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22/05/2017

Operadoras de telefonia perdem clientes até março

Por Ivone Santana | De São Paulo

Com indicadores que começavam a mostrar a melhora gradativa da economia no Brasil, as operadoras de telecomunicações esperavam deixar para trás alguns dos principais inimigos que se mostraram resilientes ainda no primeiro trimestre do ano. Mas a delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBF, dentro da Operação Lava-Jato, pode prolongar a recessão e voltar a derrubar os indicadores das companhias. Para o setor ficaram as incertezas.

De janeiro a março, a recessão, o desemprego e a inflação ainda mostraram força como os principais vilões do setor. Afugentaram clientes de todas as operadoras, que na média do trimestre tiveram perda de 5% na soma de todos os serviços, com a saída de mais de 17 milhões de usuários. Esse total representa quase cinco vezes a base da Nextel.

As perdas mais relevantes para a maioria das empresas ocorreram no celular pré-pago. É aí que geralmente estão os clientes de menor poder aquisitivo e, portanto, mais sensíveis aos efeitos da recessão. Além disso, com o fim da diferença de tarifas para ligar para outras operadoras – o chamado efeito clube de usuários -, os clientes jogaram nas gavetas seus múltiplos chips, mantendo apenas um em uso. A frequência e o valor das recargas também diminuíram.

Outro motivo que contribuiu para o encolhimento da carteira de clientes foi a limpeza que as operadoras passaram a fazer com rigor em suas bases de clientes, eliminando os chips que não são usados por determinado período. Anteriormente, as empresas mantinham chips inativos por questão de marketing, para exibir uma grande carteira de clientes. Mas revisaram a estratégia.

A Agência Nacional de Telecomunicações recolhe anualmente o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), que rendeu ao Tesouro mais de R$ 2 bilhões em 2017. Desse total, R$ 1,6 bilhão são referentes às taxas de fiscalização. As teles pagam R$ 26,83 por linha habilitada e 33% do valor, por ano, por chip em operação. Com margens menores, as teles não querem mais pagar por chips inativos, como faziam antes, para exibir uma grandeza que lhes custa caro.

Nos serviços móveis, o setor registrou adição líquida (a diferença entre o número de clientes que saíram e os que entraram) negativa, ou seja, 1,28 milhão de desconexões no trimestre. A Algar perdeu 2 mil clientes; a TIM, 1,5 milhão; e a Oi, 32 mil. Só houve adição líquida positiva na Vivo (219 mil) e na Claro (66 mil).

Um contra-ataque das teles veio por meio do incentivo aos clientes para migrarem do pré para o pós-pago e para o chamado plano controle, que é pós-pago, mas fixa limite para os gastos. Todas as companhias conseguiram diminuir a fatia do pré-pago em suas redes, o que se reverte em receita mais previsível e maior por usuário.

Na Vivo, mais bem posicionada, o pré-pago recuou 3 pontos percentuais, para 54%. Na Oi, ao contrário, a participação do pré-pago ainda é muito elevada (82,7%), mesmo com a redução de 2,1 pontos percentuais. Em seu esforço para melhorar a rentabilidade, a TIM vem incentivando a adesão ao celular com conta, o que levou a uma queda de 5 pontos percentuais na sua carteira de pré-pagos no trimestre, para 75%. Nessa mesma linha, a Claro cortou 4,4 pontos percentuais (para 69,6%). Na mineira Algar, a redução foi de 1,47 pontos percetuais (para 72,76%).

As empresas buscaram crescimento de receita também na oferta de pacotes de multisserviços, que incluem conectividade por banda larga. Dados e produtos digitais já superam mais da metade da receita do serviço móvel na Vivo (68,6%), TIM (52%) e Oi (54%). Na Algar, o segmento tem fatia de 32,5% da receita. Com exceção da mineira, que teve crescimento de 24% na receita de dados, nas outras três teles o avanço foi de 31% a quase 40%. A Claro não revela detalhes de sua receita.

“Começo a ver estabilidade, há sinais de alguma melhora. Mas é muito prematuro. O ponto positivo é que parou de cair”, afirmou Eduardo Navarro, presidente da Telefônica, dona da marca Vivo, ao comentar a recessão na apresentação dos resultados do primeiro trimestre, no dia 9 de maio. “O dólar estável permite mais investimentos”, completou Christian Gebara, vice-presidente-executivo da companhia.

No entanto, na quinta-feira, 18, a cotação da moeda americana subiu 8,15%, impulsionada pela crise que colocou a Lava-Jato dentro do Palácio do Planalto. No mesmo dia, as empresas brasileiras listadas no Ibovespa e no IBr-X perderam mais de R$ 225 bilhões em valor de mercado. Com a volatilidade, o Tesouro Nacional anunciou para hoje e terça-feira leilões extraordinários de títulos.

Com a estabilidade econômica na corda bamba, um dirigente do setor disse que é prematuro prever se haverá impacto sobre os negócios de telecomunicações.

A esperança na retomada do crescimento do país ao longo de 2017, com indicadores mais significativos em 2018, ficou em banho-maria. O quadro de melhora estava apoiado em mudanças no marco regulatório do setor. Para isso, as empresas contam com a aprovação do Projeto de Lei 79/2016 da Câmara, que está no Senado, para discussão e votação em plenário, inclusive com possibilidade de voltar à Câmara para alterações e posterior sanção do presidente Temer. É esse projeto que vai permitir alterar a Lei Geral de Telecomunicações e extinguir os contratos de concessão de telefonia fixa, trocando-os por autorizações.

Falta, ainda, a conclusão de consulta pública do Plano Geral de Outorgas, conduzida pela Anatel, que vai estabelecer as regras para a migração das concessões para autorizações. Na sexta-feira, a agência marcou uma audiência pública sobre o tema para 30 de maio.

“Se o marco [regulatório] não mudar até setembro, dificilmente será retomado em 2018, quando a agenda será política”, disse Jean Borges, presidente da Algar, no dia 16. “O país precisa acelerar as mudanças, senão teremos de carregar custos improdutivos.” O executivo se refere a investimentos e metas de universalização em orelhões e na telefonia fixa, que já não interessam mais ao usuário, que quer celular e banda larga.

Tudo isso ficou em segundo plano com os debates sobre a reforma do trabalho e da previdência. Após a delação da JBS, então, nem Congresso nem Executivo devem olhar para assuntos fora da Lava-Jato.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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