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06/02/2014

Real tem importantes testes ao longo do ano

Depois de figurar entre as estrelas do bloco de países conhecido como Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil agora passa a fazer parte do grupo de mercados que vem sendo chamado de “os cinco frágeis”, que apresentam maior vulnerabilidade nas contas externas e têm sido os mais afetados pela onda de venda generalizada de moedas emergentes.


Para analistas, a turbulência nos mercados pode permanecer no curto prazo, mas a desvalorização dessas divisas, ao menos, deve ser menor que a verificada em 2013. Ao lado de Brasil, estão nesse novo grupo Turquia, Índia, Indonésia e África do Sul.

A fuga de capitais desses mercados, que tem sido provocada pela menor liquidez global, diante da normalização da política monetária dos EUA, e de desaceleração da economia da China, levou os bancos centrais de Índia, Turquia e África do Sul a elevarem a taxa básica de juros na semana passada para tentar segurar a queda de suas moedas.

Para o economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics, Neil Shearing, o pessimismo verificado na semana passada não é algo novo, mas que já dura oito meses, desde quando o Fed (Fed, BC dos EUA) mencionou pela primeira vez, em 22 de maio, a possibilidade de retirada dos estímulos monetários.

Nesse cenário, Shearing vê Turquia e África do Sul como os mais vulneráveis entre os emergentes, vindo em seguida Brasil, Índia, Indonésia, Chile, Tailândia e Peru, que devem sofrer mais com a desaceleração da China.

Apesar de o Brasil ter fundamentos melhores que os demais países do grupo dos “cinco frágeis”, o real apresenta desempenho pior que a rupia da Indonésia e da Índia. O governo indiano promoveu uma série de reformas desde o ano passado, inclusive com a troca do presidente do banco central, que foram vistas como positivas pelo mercado.

O dólar acumula alta de 1% no ano sobre a rupia indiana, até 30 de janeiro, ante valorização de 2,1% em relação ao real. A moeda brasileira, no entanto, tem desempenho melhor que a lira turca e a o rand sul-africano.

Brasil e Índia vêm enfrentando um problema de desaceleração do crescimento e inflação alta, o que aumenta o pessimismo dos investidores em relação a esses mercados. Apesar disso, analistas destacam que o Brasil, comparado aos cinco frágeis, possui fundamentos melhores, apresentando a maior reserva internacional (US$ 375,8 bilhões) e um dos menores déficits em conta corrente.

Para o economista-chefe e de estratégia do BofA Merrill Lynch para a América Latina, David Beker, o Brasil tem o melhor quadro nas contas externas, mas a parte fiscal ainda preocupa. Para ele, um programa fiscal crível poderia trazer um impacto positivo para o mercado, mas os investidores querem ver resultados concretos. “Se ele entregar um superávit de 2% até as eleições e depois aumentar esse patamar, seria positivo.”

O aumento dos juros, diz Beker, pode contribuir para elevar a atratividade de aplicações em renda fixa. Porém, a volatilidade do câmbio impede um aumento do fluxo. O BofA prevê dólar a R$ 2,50 no fim de 2014, e R$ 2,60 em 2015.

Para a estrategista de câmbio para América Latina do Royal Bank of Scotland (RBS), Flavia Cattan-Naslausky, um superávit primário acima de 2% do PIB poderia ter um impacto positivo no mercado e amenizar a desvalorização do real. “O aumento dos gastos do governo tem levado o Banco Central a elevar a taxa básica de juros e isso traz um risco enorme para o crescimento”, afirma Flavia.

O banco mantém a recomendação de venda do real versus o dólar pelo menos até as eleições deste ano, prevendo que o câmbio deve atingir R$ 2,60 ao fim desse período.

Para Shearing, da Capital Economics, o principal problema do Brasil é a inflação alta e o baixo crescimento. Ele destaca que o rebalanceamento entre consumo e investimento como motores do crescimento será algo muito difícil, prevendo uma taxa de câmbio de R$ 2,60 para o fim de 2014.

Na lista de moedas no olho do furacão, o real não está nas melhores posições, mas também não se encontra entre as piores, diz o estrategista para mercados emergentes do UBS, Gustavo Arteta. “O Brasil não está pior do que três ou seis meses atrás”, diz, acrescentando que o mesmo não pode ser dito sobre a África do Sul e a Turquia.

Arteta lembra, contudo, que no geral o real ainda vai passar por importantes “testes” ao longo do ano. A incerteza em torno da eleição presidencial combinada com o receio de que a política monetária possa não ser suficientemente apertada e a política fiscal não sofra um ajuste crível é, internamente, o principal peso para o real.

Dependendo do ponto de vista, no entanto, o risco eleitoral pode estar justamente por trás de uma pausa na piora do cenário para o real. O HSBC cita como um dos pontos de apoio ao real a leitura de que o governo trabalha para manter a moeda relativamente estável em ano eleitoral, evitando assim o repasse de pressões cambiais aos preços. O banco prevê um câmbio de R$ 2,50 no fim de 2014.

A estrategista de câmbio para a América Latina do banco, Marjorie Hernandez, diz estar com posição “neutra” em real e que, dependendo das condições, vê algum interesse em montar posições compradas na moeda brasileira. “A sobrevalorização do real já foi em grande parte corrigida”, diz ela, que cita também a perspectiva de redução no déficit em transações correntes neste ano e a contínua intervenção do Banco Central no câmbio como pontos favoráveis ao real.

Via: Jornal Valor

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