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31/07/2017

Rentabilidade do Santander sobe a 15,9%

Por Talita Moreira e Álvaro Campos | De São Paulo

Com um empurrão das receitas com prestação de serviços, spreads em alta e queda nas provisões, o banco Santander conseguiu encurtar a distância entre a rentabilidade apresentada pela instituição e seus maiores concorrentes privados no país.

Na primeira metade deste ano, o banco entregou um retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROAE, na sigla em inglês) de 15,9%. O indicador ainda está um pouco distante dos 18,2% apresentados no mesmo período pelo Bradesco e dos cerca de 20% que o Itaú Unibanco costuma gerar para os acionistas. No entanto, está bem acima da rentabilidade de 12,8% que obteve entre janeiro e junho de 2016.

Com isso, o Santander se manteve acima da meta de rentabilidade estabelecida para 2018, que é de 15,6% – tendência que já havia aparecido no resultado do primeiro trimestre e foi mantida agora.

“Os números vieram fortes, como esperávamos, confirmando a visão geral de que a diferença de ROE em relação aos pares está no caminho para continuar se estreitando”, afirmaram analistas do BTG Pactual em relatório sobre o resultado do segundo trimestre, divulgado na sexta-feira.

A evolução também foi destacada pela equipe de análise do Banco do Brasil (BB), que lembrou que a rentabilidade do Santander foi de 8,9% no último trimestre de 2013 e vem melhorando desde então. “A mudança de estratégia do banco nos últimos anos e seu foco em crescimento sustentável têm tornado o desempenho do Santander Brasil brilhante quando comparado ao de seus concorrentes privados”, disseram os analistas do BB, destacando que o lucro do banco de origem espanhola cresceu em 14 dos últimos 15 trimestres.

Entre abril e junho, o Santander registrou lucro líquido de R$ 2,335 bilhões, excluindo amortização de ágio, o que representa alta de 29,3% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O banco se beneficiou dos spreads – diferença entre o que paga para captar recursos e a taxa que cobra dos clientes nas operações de crédito – ainda em alta, a despeito da trajetória de redução da Selic.

Também contribuiu a participação maior das atividades com pessoa física, fruto do encolhimento do crédito a empresas e de um esforço do banco para melhorar seu relacionamento com clientes a partir de mudanças na segmentação e de uma maior oferta de produtos.

“Essas evoluções refletem o crescimento do volume médio e o aumento do spread, devido à mudança do mix de segmentos, com maior participação da carteira de pessoa física”, afirmou o Santander no relatório que acompanha as demonstrações financeiras.

A receita de prestação de serviços e tarifas bancárias somou R$ 3,792 bilhões no trimestre, alta de 13,9% na comparação com o mesmo período de 2016.

A carteira de crédito e a inadimplência melhoraram de forma geral, mas mostraram que ainda há um caminho a ser percorrido nas operações com empresas. O portfólio expandido de crédito do Santander cresceu 5,4% em 12 meses, para R$ 324,944 bilhões. Porém, esse desempenho ocorreu sobretudo pelo comportamento dos clientes pessoa física. As operações com grandes companhias recuaram 3,5% em um ano, para R$ 89,811 bilhões.

A inadimplência ficou estável em 2,9% no segundo trimestre. Mas, enquanto os calotes de pessoa física diminuíram, o indicador para pessoa jurídica subiu 0,10 ponto percentual em três meses e ficou em 2%.

Apesar dos números positivos e da boa receptividade dos analistas ao balanço, as ações units do Santander caíram 1,80% na sexta-feira na bolsa, a R$ 25,61.

“Embora estejamos reconhecidamente impressionados com o que o banco tem apresentado em termos de melhorias operacionais, nossa visão é que a ação permanece desfavorável”, afirmaram analistas do BTG. De acordo com eles, não faz sentido os papéis do Santander apresentarem uma relação entre preço e valor patrimonial superior à de concorrentes como Bradesco e Itaú Unibanco, já que tem uma rentabilidade menor.

Analistas do Goldman Sachs observam também que, para que o patamar de rentabilidade apresentado pelo Santander se mantenha, o banco terá de apertar ainda mais suas despesas, já que as fontes de receita – especialmente a margem financeira – devem enfrentar ventos contrários.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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