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17/03/2017

Rodobens tem prejuízo em 2016 e perde seu presidente

Por Chiara Quintão | De São Paulo

Mauro Meinberg, no cargo de presidente da RNI até hoje, é o quarto executivo a deixar o cargo após a abertura de capital, realizada em janeiro de 2007

Um dia depois de anunciar a renúncia de Mauro Pereira Bueno Meinberg do cargo de presidente e de diretor financeiro e de relações com investidores, a Rodobens Negócios Imobiliários (RNI) divulgou reversão de lucro líquido em prejuízo, no quarto trimestre e no acumulado de 2016, e margens negativas decorrentes de distratos, descontos e menos obras em curso. Segundo Meinberg, sua saída tem razões pessoais e não está relacionada aos “já esperados” resultados de 2016. Foi um ano, segundo ele, em que a redução de estoques teve prioridade em relação às margens.

Meinberg fica no cargo até hoje e será substituído, a partir de segunda-feira, por Carlos Bianconi e Alexandre Firmo Mangabeira Albernaz. O executivo é o quarto presidente a deixar a companhia desde a abertura de capital, em janeiro de 2007. Naquele momento, a RNI era presidida por Eduardo Gorayeb, que deixou o cargo em julho de 2011 e foi substituído por Marcelo Borges. No início de 2015, Borges saiu da RNI, e Milton Hage assumiu o leme por um ano. A partir daí, Meinberg tornou-se presidente por 15 meses.

“A RNI é gerida por executivos de mercado e tem mais rotatividade em relação a outras companhias. Isso está relacionado a diferentes momentos da empresa e a questões pessoais dos executivos”, afirma Meinberg. Segundo ele, nas diversas gestões, foi mantido direcionamento estratégico consistente com os valores do grupo.

Na quarta-feira, o conselho de administração da RNI propôs reestruturação da diretoria. Haverá um cargo de diretor co-presidente administrativo – que será ocupado por Bianconi, atual diretor administrativo contábil, e que acumulará as funções de diretor financeiro e de relações com investidores – e outro de diretor co-presidente de incorporação, que será assumido por Mangabeira, atualmente, diretor sem designação específica.

A nova gestão vai manter as diretrizes da condução atual, segundo Mangabeira. Em 2017, os focos serão geração de caixa e redução de estoques. “Vamos deixar o banco de terrenos preparado para o melhor momento da retomada do mercado”, diz o co-presidente. A realização de lançamentos dependerá de a companhia gerar caixa – o que é esperado para começar no primeiro semestre – e das condições de mercado. Desde outubro, o consumo de caixa da RNI tem diminuído mensalmente.
No quarto trimestre, a incorporadora teve prejuízo de R$ 55,65 milhões, ante lucro líquido de R$ 3,14 milhões de outubro a dezembro de 2015. A receita líquida caiu 43%, para R$ 76,1 milhões. A margem bruta da companhia ficou negativa em 16,2%, a margem Ebitda ajustada foi negativa em 55,9%, e a margem líquida, negativa em 73,1%.
Em 2016, a RNI registrou perda de R$ 75,73 milhões, queda de 31% na receita líquida, para R$ 385,98 milhões e margem bruta positiva de 9,9%. As margens Ebitda ajustada e líquida foram negativas em 6,9% e 19,6%, respectivamente, no ano passado. Sem os distratos totais de R$ 368 milhões, em 2016, a RNI teria registrado lucro líquido de R$ 43 milhões.

Os resultados do ano passado já eram esperados, segundo Meinberg, pois o foco foi a redução dos estoques. Em meados de 2016, a RNI fez esforços adicionais para vender estoques por meio de força-tarefa liderada pelos principais executivos e pelo aumento dos descontos. A estratégia resultou na expansão das vendas brutas, no segundo semestre, de 52%, na comparação anual, e de 65% em relação ao primeiro semestre. Há expectativa de queda de distratos neste ano e de alta de preços ou diminuição dos descontos.

No ano passado, a RNI buscou evitar distratos pelo estímulo à quitação de unidades e pela oferta de troca por imóveis que se enquadravam na renda do comprador. Nos casos com propensão a rescisões, o processo foi antecipado.
Em 2016, as despesas administrativas caíram 11%, para R$ 69 milhões, o quarto ano de queda do indicador. O número de diretores foi cortado de nove para quatro, em dezembro, e as baixas nos níveis de gerência e operacionais ocorreram em fevereiro. Com as mudanças, a folha de pagamento da RNI ficará 30% menor. A companhia voltou a ser sediada em São José do Rio Preto (SP).

A incorporadora encerrou o ano passado com alavancagem medida por dívida líquida sobre patrimônio líquido de 53,2%, ante 34% no fim de 2015. A companhia consumiu caixa de R$ 17 milhões no quarto trimestre e de R$ 112 milhões em 2016.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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