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30/08/2017

SCANIA SE PREPARA PARA RETOMADA DOS PROJETOS DE MINERAÇÃO

Por Renato Rostás | De São Paulo

Winblad, diretor mundial para a área de mineração: “As companhias não vão voltar a gastar tanto. Estão mais conservadoras”

Passado o pior da turbulência que atingiu a mineração com a queda dos preços das commodities, o setor se prepara para voltar a investir e crescer. Mas para Björn Winblad, diretor mundial para a área de mineração da Scania, as companhias aprenderam a lição e voltam ao mercado mais conservadoras do que tiveram de sair, na época em que enxugaram operações e revisaram processos por conta dos resultados piores.

Em entrevista ao Valor, o executivo disse que agora é o momento de as empresas fazerem o que não conseguiram nos últimos anos. Renovação de frota, por exemplo, parece ser um consenso entre as mineradoras com quem ele tem contato, depois que na crise a maior parte da procura se concentrou na manutenção e na extensão da vida útil dos equipamentos, afirmou.

“Mas agora, depois que queimaram os dedos, as companhias não vão voltar a gastar tanto. Vemos elas mais conservadoras”, opina Winblad. O executivo se refere aos tempos de bonança, o chamado “boom das commodities”. Não só Winblad, como diversos consultores e analistas veem agora, em perspectiva, o quanto a maioria das mineradoras fez vistas grossas para a ineficiência nas despesas.

O minério de ferro, por exemplo, exportado pelo Brasil, flertou com a casa dos US$ 200 por tonelada durante 2011, o maior valor de toda a história. Quatro anos depois, o insumo atingia o pior nível em praticamente uma década, abaixo de US$ 40. Grandes grupos viram sua alavancagem financeira disparar e tiveram de apertar os cintos para conseguir reduzir seu endividamento.

Mas a maré começou a mudar. Para tomar o minério como exemplo novamente, o preço já tocou os US$ 80 nas últimas semanas. A área de mineração da Scania acredita que até 2020, frente às mínimas recentes, o mercado vá crescer em 40%. Isso inclui o Brasil, que, prevê a equipe de Winblad, provavelmente vai se concentrar nos projetos de extração de ouro.

Em outros países – e a Indonésia é seu principal destino -, a chance é que a procura por cobre e lítio comece a entrar em nova fase, com o que o executivo chamou de eletrificação. Os próprios veículos, acrescenta, cada vez usarão mais componentes elétricos e o fenômeno dos carros elétricos pode dar um grande fôlego para o consumo desses metais. Ao mesmo tempo, durante no mínimo mais dez anos, por outro lado, a exploração de carvão será muito importante na carteira de clientes da empresa.

A receita dessa área da montadora sueca aproxima-se de R$ 800 milhões por ano em todo o mundo

A Scania vende caminhões e ônibus para o setor por meio de uma subsidiária exclusiva de mineração, criada formalmente em 2012. O faturamento da área desde então aproxima-se de R$ 800 milhões por ano em todo o mundo, considerando a taxa cambial de cada período, ou menos de 5% do grupo como um todo. Mas o executivo diz que os ganhos foram observados principalmente em participação de mercado.

Para além disso, o diretor explica que grande parte das receitas vem da prestação de serviços, um fenômeno que espelha o que acontece com as outras áreas que a fabricante, de origem sueca, atende. A companhia realiza a manutenção dos veículos, atua com rede de concessionárias de peças e até oferece a possibilidade de monitoramento remoto das unidades.

“Também somos muito conhecidos por termos uma produção muito eficiente. Em menos de 20 anos, nós dobramos a nossa produtividade”, afirma Winblad. “A mentalidade da nossa companhia até se assemelha com a das mineradoras, temos ciclos semelhantes. Podemos ajudá-las a dar esse salto de produtividade.”

Mas um dos trunfos da empresa é o grau de otimização do que vende. Os caminhões, por exemplo, são montados sob medida ao cliente com diferentes peças a depender de cada necessidade. A economia de combustível é citada por Winblad como um dos fatores que as mineradoras mais buscam, algo que se tornou mais recorrente nos tempos de crise.

“Até mesmo quando as companhias estavam apenas tentando elevar a vida útil dos veículos, porque não podiam gastar com novas frotas, com certeza estavam satisfeitas com essa eficiência dos nossos produtos”, diz. “Nós também estamos satisfeitos. Pode ser que signifique vender menos em volume, mas nos beneficiamos no ganho de participação de mercado.”

Até para tentar conquistar mais clientes é que a Scania lançou nesta semana uma solução nos veículos que vende. Não é exatamente um produto novo, acrescenta o executivo, mas uma reorganização e atualização do que já existe para a fabricação de basculantes pesados, o que vai permitir aumentar em até 25% a capacidade de carga.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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