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19/09/2017

VAREJO DE MODA AVANÇA E DÁ SINAIS DE RECUPERAÇÃO

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Por Cibelle Bouças | São Paulo

Pesquisa do IBGE indica alta de 15,5% nas vendas do setor de varejo têxtil, vestuário e calçados no terceiro trimestre

O varejo brasileiro de moda segue em expansão no terceiro trimestre do ano, dando sinais claros de que já está no caminho da recuperação. “As vendas no terceiro trimestre vêm superando mês a mês o desempenho do ano passado. Acredito que o processo de crescimento do consumo permanecerá em uma rota ascendente”, afirmou Edmundo Lima, presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), que reúne as principais redes de moda do país, como C&A, Forever 21, Cia. Hering, Marisa, Inbrands, Renner, Restoque, Riachuelo e Zara (Inditex).

O executivo disse que as vendas do Dia dos Pais tiveram resultado positivo neste ano e que a entrada das coleções de primavera e verão nas lojas teve boa recepção dos consumidores. “A despeito do cenário político ainda instável, os consumidores apresentam um aumento consistente no consumo, favorecidos pela inflação mais baixos, pela queda nas taxas de juros e a liberação de recursos inativos do FGTS”, disse Lima. Para ele, o clima mais quente neste mês deve favorecer as novas coleções.

A pesquisa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou um aumento de 15,5% no volume de vendas do setor de varejo têxtil, vestuário e calçados, em comparação a julho de 2016. Em receita nominal, o aumento foi de 17,8%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 7,1% em volume e 9,6% em valor. Julho foi o quinto mês consecutivo de crescimento nas vendas do setor.

Em agosto, segundo a Serasa Experian, as vendas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios cresceram 1,1% em relação a julho, com ajuste sazonal. O comércio total de presentes relativos ao Dia dos Pais cresceu 2,5% na semana de 7 a 13 de agosto, em comparação à semana equivalente em 2016.

O Sindivestuário, que representa três sindicatos das indústrias de vestuário do país (Sindivest, Sindiroupas e Sindicamisas), informou que o crescimento das vendas no varejo não provocou um crescimento na mesma proporção da produção industrial no país. A produção têxtil cresceu 4% em julho e 4,9% no acumulado do ano. De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a importação de produtos da confecção aumentou 16,7% no acumulado de janeiro a agosto, chegando a US$ 1,15 bilhão.

O Índice de Viabilidade do Vestuário (IVV), elaborado pelo Sindivestuário, ficou em 74,4 pontos no mês de agosto, ante 76,8 pontos um ano antes. O índice avalia se há melhora ou piora no ambiente de negócios e a viabilidade de se produzir em São Paulo.

O índice é medido em pontos, sendo que a base é 100 e o ano base é 2010, o melhor para a indústria de vestuário na década. O indicador acima de 100 mostra que as condições para produzir em São Paulo melhoraram em relação a 2010. O indicador abaixo de 100 mostra que o ambiente de negócios piorou. “O índice mostra a dificuldade que é recuperar a produção industrial, mesmo em um ambiente macroeconômico melhor do que se tinha no ano passado. E a razão é que a compra de importados aumentou significativamente”, destaca em relatório Ronald Masijah, presidente do Sindivestuário.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) estima para o ano de 2017 um crescimento da produção têxtil de 1%, para 1,72 milhão de toneladas, e de 2% para a produção de vestuário, chegando a 5,5 bilhões de peças. Para o faturamento do setor têxtil e de confecção, a Abit projeta alta de 4,7%, para R$ 135 bilhões.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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