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13/09/2017

VENDA DE PAPELÃO ONDULADO MOSTRA FORÇA NO 2º SEMESTRE

Por Stella Fontes | De São Paulo

Teixeira, da Klabin, acredita em alta de 4% em setembro na comparação anual

A base de comparação é fraca e ainda é preciso um período maior para atestar que a recuperação será consistente e duradoura. Mas os dados preliminares de agosto relativos à expedição de papelão ondulado, importante termômetro do nível de atividade econômica, surpreenderam a própria indústria e mostraram que há, de fato, retomada das encomendas nos últimos meses.

Entre as maiores fabricantes desse tipo de embalagem – o Valor ouviu o comando da Klabin, da WestRock e da Celulose Irani -, a expectativa é de desempenho positivo na segunda metade do ano, com espaço para aumento de preços e recomposição de margens. O otimismo, porém, é cauteloso e o setor não perde de vista que ainda há um bom caminho de recuperação até que se retorne aos volumes verificados entre 2013 e 2014.

Segundo dados preliminares da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), as vendas subiram 8,05% em agosto, na comparação anual, a 310,331 mil toneladas. Considerando-se o número de dias úteis, a alta também foi de 8,05%. Frente a julho, houve expansão de 7,66%. Com ajuste sazonal, esse crescimento foi de 0,61%.

De acordo com o diretor-presidente da Celulose Irani, Sérgio Ribas, as expedições de agosto foram melhores do que o esperado e o ritmo nos primeiros dias de setembro permanece forte. “Junho foi bom, julho também e agosto surpreendeu positivamente”, afirma o executivo. “Setembro segue com o mesmo ritmo de expedição diária de agosto, mas como o número de dias úteis é menor, isso deve afetar a expedição total”, completa.

Para o diretor-geral da Klabin, Cristiano Teixeira, o crescimento de 8% surpreendeu e é importante. “Mas em períodos de crise as bases de comparação podem ser muito confusas”, pondera. O executivo acredita que a taxa nominal de expansão de 8% verificada em agosto não deve se repetir em setembro. Com a manutenção do ritmo de expedição diária, o crescimento em setembro, na comparação anual, deve ficar em torno de 4%.

Apesar do desempenho melhor do que o esperado em agosto, as fabricantes já vinham observando melhora gradual há alguns meses. Agora, com a chegada do período sazonalmente mais forte para as vendas – entre agosto e outubro a indústria recebe as encomendas de embalagens para as festas de fim de ano e para a Black Friday -, a tendência é de mais crescimento.

De acordo com o presidente da WestRock Brasil (dona da Rigesa), Jairo Lorenzatto, a retomada das encomendas parece estar um pouco mais consistente no segundo semestre. “Historicamente, o segundo semestre é mais forte, então isso pode ser um pouco ilusivo. A prova mesmo virá no começo do ano que vem”, pondera.

Conforme Lorenzatto, a melhora em agosto também pode estar relacionada à recomposição de estoques, à medida que há mais otimismo na economia. “O que é certo é que o pior já passou e não se espera um quadro recessivo. Observamos uma melhora gradual, mas ainda não se sabe o quanto será linear e progressiva”, acrescenta.

Nas três empresas, a alta das expedições tem sido superior à média da indústria. A Irani tem estimativa de crescimento de 3% a 3,5% no mercado em geral e de 10% em suas expedições em volume, com recuperação da participação de mercado perdida em 2016.

Com a melhora da demanda, o desafio agora é recompor margens, diz Ribas. Nos dois últimos anos, o aumento dos custos com mão de obra, energia e aparas de papel – que é a principal matéria-prima da maior parte dos fabricantes brasileiros – pressionaram a rentabilidade da indústria.

De acordo com o executivo, a Irani começou há dois meses a aplicar um reajuste médio de 7%. “A indústria deve buscar recomposição das margens, aproveitando a melhora do mercado”, afirma. A Klabin também tem conseguido recompor margens e, na avaliação de seu diretor-geral, a indústria tem sido muito “consciente” em iniciativas dessa natureza. “A Klabin tem registrado um ano bastante consistente de recuperação de margem”, comenta Teixeira.

A WestRock, por sua vez, não faz comentários específicos de preço – em termos gerais, a política é acompanhar a inflação, especialmente o INPC. Mas a empresa vê redução nas margens também por causa da maior procura por embalagens mais simples. “Há uma preocupação grande com austeridade na cadeia [de embalagem]”, explica Lorenzatto.

Diante do desempenho do mês passado, no acumulado dos oito primeiros meses do ano, as vendas de papelão ondulado chegaram a 2,243 milhões de toneladas, com crescimento de 3,73%. Para 2017, a ABPO projeta expansão de 2,7%, após dois anos consecutivos de quedas superiores a 2%.

Em nota com comentários do economista Salomão Quadros, coordenador de pesquisas do IBRE/FGV, a entidade ressalta que o volume expedido em agosto é o terceiro mais elevado da série histórica, atrás de outubro de 2014 (316,108 mil toneladas) e outubro de 2013 (319,768 mil toneladas).

O dado do mês passado também “faz parte de um seleto grupo de sete meses em que a expedição superou a marca de 300 mil toneladas”, indica a entidade. Com ajuste sazonal, a expedição de agosto é a segunda maior da série, atrás apenas de abril de 2013.

Conforme Quadros, o avanço “significativo” em agosto reforça a expectativa de recuperação da indústria. “Embora seja prematuro afirmar que agosto tenha inaugurado um novo patamar produtivo, sobretudo porque fases de retomada econômica costumam estar sujeitas a oscilações, a taxa de crescimento acumulada no ano passa a ser um referencial mais atualizado para o resultado esperado ao fim de 2017”, afirma.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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