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28/04/2017

Via Varejo volta ao lucro líquido e recupera margem

Por Adriana Mattos | De São Paulo

Comando do grupo, dono das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, busca implementar uma cultura mais digital
Após trimestres com números fracos, a Via Varejo – dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio – dá sinais de que pode estar recuperando resultados. O grupo fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 97 milhões (nas lojas e nos sites), versus perda de R$ 237 milhões no mesmo período de 2016. Mesmo com expansão discreta na receita líquida, de 2,6%, para R$ 6 bilhões, as despesas – que já vinham em processo de queda – caíram 3,5%.

A empresa identificou uma melhora na demanda nas lojas a partir de março, em parte sustentada pelas vendas oriundas do saldo das contas inativas do FGTS, mas ainda teve ganhos após finalização da integração do negócio de lojas físicas e dos sites, concluída em 2016. Créditos da “Lei do Bem”, que garantem isenção fiscal na venda, ainda entram nesse cálculo.

Como resultado, o prejuízo operacional de R$ 123 milhões no primeiro trimestre de 2016 foi revertido num lucro operacional de R$ 226 milhões no mesmo período deste ano.

Por braço de negócio, o site parou de dar prejuízo (resultado foi zero, versus perda de R$ 246 milhões um ano antes) e as lojas físicas deram lucro de R$ 97 milhões – o ganho tinha sido de R$ 9 milhões de janeiro a março de 2016.

A margem Ebitda passou de 0,9% negativo – afetada em parte por ações agressivas nos sites, focadas em preço, para atingir volume de vendas – para um positivo neste ano de 5,1%, quando o foco central esteve mais em defender rentabilidade, segundo a direção do grupo. A margem bruta passou de 26,9% para 31,2% em um ano.
Em março, a Via Varejo teve o seu melhor mês do trimestre e o mês de abril mantém resultados “positivos”, segundo a direção, apesar dos feriados.

Há uma percepção no mercado de que a companhia pode ter começado a recuperar sua competitividade, como afirma em relatório o analista Guilherme Assis, do Brasil Plural. Pelo menos desde 2015, a Via Varejo passou a ser afetada pela piora da crise no consumo (assim como o mercado), num ambiente de competição acirrada, fechamento de lojas e despesas pressionadas por custos mais altos.

Para este ano, Assis cita os ganhos com a integração “rápida” do site com as lojas físicas e menciona o fato de a operação on-line ter conseguido atingir, de janeiro a março, Ebtida ligeiramente positivo (“breakeven”). “Nossa opinião é que a Via Varejo está no caminho para recuperar sua vantagem competitiva por meio de ferramentas digitais, seguindo os passos de um dos seus principais concorrentes, o Magazine Luiza. Apesar de acreditar que [o Magazine] ainda está bem adiantado em termos do processo de transformação digital, a Via Varejo parece estar começando a ganhar algum terreno”, escreveu.

Em entrevista na tarde de ontem ao Valor, o presidente da Via Varejo, Peter Estermann, nega que os resultados da companhia reflitam uma base de comparação de 2016 fraca. Ele disse ainda que a empresa está numa “jornada para ter uma cultura mais digital”. Após a rival Magazine Luiza ter anunciado ao mercado, em 2016, esse posicionamento de uma “varejista digital”, a Via Varejo mencionou mais explicitamente ontem essa mesma intenção. Isso só foi possível depois que a Cnova foi integrada à Via Varejo, segundo decisão estratégica do dono Casino.

“Temos que mudar a forma de pensar, mudar a cabeça das pessoas”, diz Estermann. Ele afirmou que a companhia vai testar dois formatos diferentes de lojas no país: uma “loja digital”, para abertura no segundo semestre, e lojas menores, com 400 metros a 500 metros quadrados, em média, que começam a entrar em projeto piloto nas próximas semanas.

O modelo de “loja digital” deve ser testado na segunda metade do ano. Trata-se de uma unidade física, mas sem produtos em exposição, apenas com estrutura que permite o acesso aos sites da empresa e a realização da venda on-line. “É algo que está sendo estudado agora e vamos detalhar ao mercado quando for o momento”, observa Estermann.
Cerca de 25% das vendas da Via Varejo hoje são feitas pela web, calculou o Valor. No Magazine Luiza, a taxa em 2016 também foi essa.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Leônidas Herndl, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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